Por alerta de segurança, especialista ‘sequestra’ menino Jesus de presépio e pede resgate em Bitcoin

Um especialista em segurança "sequestrou" a imagem do menino Jesus do presépio do seu local de trabalho, em São Paulo, e, para devolver a peça, pediu um valor de resgate em Bitcoin. A história, compartilhada pelo "sequestrador" em 28 de novembro, é na verdade uma ação de conscientização sobre segurança promovida pelo especialista.

Ele, que pediu para não ser identificado, relata que o "sequestro" aconteceu no dia 26 de novembro e que no lugar da imagem deixou um bilhete que continha as condições do resgate que teria que ser pago em Bitcoin.


Imagem do Menino Jesus que teria sido 'sequestrada' por especialista em segurança

Assim que notaram a ausência da imagem no presépio e viram o bilhete outros trabalhadores começaram um debate no Grupo do WhatsApp em busca de saber quem era o "criminoso" e como alguém poderia ter feito aquilo.

Segundo informações, os seguranças do prédio foram chamados para ajudar na "apuração", contudo não foi cogitado o pagamento do "resgate".

O "crime", entretanto, não passa de um projeto do especialista que por isso pediu para não ter o nome revelado. Segundo ele, no dia 23 de dezembro, irá concluir a sua "prova de conceito" e devolver a imagem ao presépio, intacta. 

Segundo ele, a “prova de conceito” do projeto consiste em tentar educar seus companheiros de serviço sobre as vulnerabilidades a que estamos expostos todos os dias.

“Quando falamos em segurança geralmente as grandes falhas estão nas pequenas coisas e não digo apenas em segurança virtual mas na própria vida, por exemplo, acabamos expondo tanto nossas vidas na redes sociais que fornecemos todas as informações para fraudadores. Ajudamos os hackers a hackearem nós mesmos e depois ficamos perguntando quem foi o responsável. Fiz isso para alertar que é preciso cautela”

O especialista que palestrou recentemente sobre no maior evento de segurança da América Latina, disse que o Natal, assim como a Black Friday e datas especiais são chamariz para ataques de phishing que instalam malwares para roubar dados ou criptomoedas.

“Hackers usam datas especiais como o Natal para enviar mensagens de paz, prosperidade e outras coisas que na verdade escondem uma série de ameaças, malwares e outros vetores de ataque por isso é preciso atenção ao abrir mensagens, fotos, vídeos e até áudios, sempre desconfie principalmente quando não conhece o destinatário”, 

Ainda segundo o especialista boa parte das pessoas acreditam que ataques hacker ou outras fraudes só acontecem com os ‘outros’ e por isso estão ainda mais vulneráveis.

“Qualquer um pode receber um Cavalo de Tróia como presente, minha intenção é ensinar todos os envolvidos da forma mais efetiva, por meio da conscientização de que só temos segurança se realmente se todos participarem da política de segurança, caso contrário existirá sempre um elo fraco”, finaliza.

Como noticiou o Cointelegraph, um grupo de hackers lançou uma nova campanha de cryptojacking que está examinando até 59.000 redes IP, para encontrar plataformas Docker que possuem terminais de API expostos on-line e então implantar um minerador malicioso que possa minerar Monero sem ser reconhecido.

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