A proliferação de casos de fraudes e golpes de pirâmides financeiras envolvendo criptomoedas como o Bitcoin chamou atenção das empresas que oferecem serviços de venda direta e marketing multinível, que vão comandar um seminário para debater o tema, já que muitas das fraudes dizem oferecer serviços deste tipo para ocultar suas práticas ilícitas.

A Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD), entidade sem fins lucrativos criada para representar e apoiar empresas que atuam na venda direta de produtos e serviços, prática conhecida como marketing multinível, promove no dia 24 de outubro, em São Paulo, um debate com autoridades responsáveis pela apuração de pirâmides financeiras envolvendo criptomoedas. A informação foi enviada em nota ao Cointelegraph Brasil.

Entre os especialistas da 2a. Edição do Seminário de Ética e Jurídico da associação, estão o delegado da Polícia Federal Guuilherme Helmer, responsável pela Operação Madoff, que desarticulou a pirâmide Trader Group, a promotora do Ministério Público do Acre, Alessandra Marques, e o promotor de justiça do CyberGaeco, braço de combate a crimes digitais do Gaeco, Nathan Glina, estarão presentes. Além deles, também participam representantes de empresas do setor.

A presidente-executiva da ABEVD, Adriana Colloca, destaca no comunicado que as empresas que vendem "marketing multinível" mas oferecem investimentos em criptomoedas "não são reconhecidas como parte do mercado pela ABEVD, pois prometem ganhos rápidos e irreais". E completa:

“A regra n° 1 do setor é justamente nunca prometer enriquecimento, já que os ganhos são sempre proporcionais às vendas, em um negócio legal.”

A ABEVD é membro da Workd Federation of Direct Selling Associations, associação global que congrega as representantes de cada país do setor de marketing multinível. A associação brasileira foi criada em 1980.