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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Déficit de funcionários deve limitar avanço do Pix em 2024, revela Banco Central

Pix automatizado deve ser o único projeto implementado na plataforma de transações instantâneas do BC em 2024.

Déficit de funcionários deve limitar avanço do Pix em 2024, revela Banco Central
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O Pix, plataforma de liquidações instantâneas lançada oficialmente pelo Banco Central (BC) em outubro de 2020, chegou aos três anos contabilizando uma média de 4 bilhões de transações mensais. Porém, embora os números justifiquem o desenvolvimento de diversas novas ferramentas anunciadas recentemente, do outro lado do balcão o BC enfrenta outro desafio: a limitação de seu quadro de funcionários para a abarcar o avanço do Pix e outros projetos da autoridade monetária.

Foi o que sugeriu o chefe de Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro, Angelo Duarte, na última segunda-feira (13), em uma live sobre os três anos do Pix e suas perspectivas para o futuro. Segundo ele, a agenda evolutiva do Pix está impactada porque o quadro de funcionários não acompanhou a quantidade de novos projetos incorporados pelo BC nos últimos anos, entre eles o Drex, versão brasileira de moeda digital emitida por banco central (CBDC, na sigla em inglês).

Para 2024, Duarte revelou que o BC deverá lançar apenas o Pix automatizado, definido em outubro durante uma plenária do Fórum Pix, que é um ambiente de discussões e de coordenação dos diversos agentes de mercado para assuntos relacionados a pagamentos instantâneos no âmbito do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB).

Enquanto isso, lançamentos como o Pix Internacional, integração a sistemas de transações digitais de outros países, o Pix Offline, efetuação de operações sem a conexão a internet, e o Pix Parcelado, que se encontra em fase de testes porém sem previsão de implementação, correm o risco de parar na geladeira.

Embora Angelo Duarte não tenha pormenorizado o deficit do BC em seu quadro funcional, o problema já é de conhecimento público e suas razões também. Entre elas está o Drexit, termo alusivo Brexit que se refere à saída do Reino Unido da União Europeia. Nesse caso, o Drexit diz respeito à saída de funcionários do BC pelo assédio pela iniciativa privada, em sua maioria profissionais ligados ao desenvolvimento do Drex.

Entretanto, há outras questões para a limitação de funcionários, frente às demandas do BC. Uma delas é a reivindicação de um bônus de produtividade nos moldes do que foi regulamentado para a Receita Federal, e a não realização de novos concursos. Além disso, o BC convive atualmente com um clima nada ameno por causa da distorção dos vencimentos dos procuradores, em razão da incorporação de honorários em seus salários.

Apesar dos desafios funcionais, o Banco Central anunciou para o próximo ano que o Pix terá integração com o Drex, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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