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Cassio Gusson
Escrito por Cassio Gusson,Redator
Rafaela Romano
Revisado por Rafaela Romano,Ex-editor da equipe

Em conformidade com regras da CVM, Mercado Bitcoin vai tokenizar divida de consórcios

Em conformidade com as determinações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Mercado Bitcoin lança sistema para tokenizar consórcios

Em conformidade com regras da CVM, Mercado Bitcoin vai tokenizar divida de consórcios
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A exhange brasileira, Mercado Bitcoin, anunciou o lançamento de um novo produto em sua plataforma, tokens "lastreados' em dívidas de consórcios. A iniciativa faz parte do MB Digital Assets e foi construída em parceria com a Concash que atua na area de comercialização de consórcios. 

Toda a negociação está em conformidade com a Comissão de Valores Mobilários, (CVM), pois, assim como os precatórios, esta não é uma area regulada pela autarquia. Por meio da iniciativa os consórcios excluídas serão tokenizados e negociados na plataforma. A primeira fase do projeto será lançada ainda neste semestre  e deve negociar cerca de R$ 5 milhões de contratos.

O processo é relativamente simples. Uma pessoa realizou um consórcio e pagou até uma certa parcela, contudo, não consegue mais hornar os compromissos e pode 'perder' tudo o que já foi pago. Então ela 'vende' este consórcio por um valor bem abaixo do já pago para não perder tudo. A seleção dos consórcios é feita pela Concash.

A empresa faz então a regulazição do consórcio e pede a contemplação do mesmo. Na outra ponta, o MB disponibiliza, via tokenização, os consórcios na plataforma para que possam ser adquiridos pelos clientes da empresa. O sistema funciona da mesma forma que a negociação de precatórios feita no ano passado. Assim que o consórcio for contemplado o cliente do MB receberá o valor correspondente e o token será queimado.

"Pretendemos dividir os consórcios em tokens que podem ser adquiridos a partir de R$ 100 e quando a administradora contemplar o consórcio iremos fazer o repasse correspondente para cada cliente de acordo com a quantidade de tokes que cada um possuir", destacou ao Cointelegraph, Fabricio Tota, diretor do OTC do Mercado Bitcoin.

Segundo informou o Mercado Bitcoin, o segmento de consórcios não pagos no país é de cerca de R$ 15 milhões e, iniciativas como esta, são voltadas para investidores que buscam uma alternativa para diversificar seus investimentos e não ficar 'preso' a volatilidade do Bitcoin.

“A expectativa é ter novos ativos no primeiro semestre deste ano. E com as cotas excluídas de consórcio queremos democratizar ainda mais o acesso a ativos alternativos”, destacou Tota.

Como noticiou o Cointelegraph, contando com apoio do Banco Central do Brasil e da Cielo, Rodrigo Batista um dos fundadores da exchange Mercado Bitcoin, desenvolveu uma espécie de 'banco digital' dos bancos digitais, o Saxperto.

A nova iniciativa de Batista (ele deixou o MB em abril de 2019 quando vendeu sua parte do negócio para os irmãos Gustavo e Maurício Chamati) foi um dos projetos selecionados pelo Bacen dentro da iniciativa de inovação do Banco, chamada Lift que apoia startups com foco no sistema financeiro.

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