Dono da BWA teria participado de uma das maiores pirâmides financeiras do Brasil

O empresário Paulo Roberto Ramos Bilibio, dono da empresa de investimentos em Bitcoin BWA que foi sequestrado por policiais há alguns meses, teria participado de uma das maiores pirâmides financeiras do Brasil, a Bbom. A notícia é do Portal do Bitcoin.

Segundo a matéria, Bilibio foi dono de uma franquia da Unepxmil no fim de 2013, empresa ligada à Bbom, uma suposta empresa de marketing multinível que vendia rastreadores de veículos. Segundo a Justiça Federal, a oferta não passava de fachada para uma grande pirâmide financeira.

O texto ainda diz que o empresário apareceu em folhetos de divulgação da Unepxmil dizendo ser um empreendedor que estaria "inovando" ao abrir uma filial da empresa no Guarujá. Ele chegou a organizar um coquetel com diretores da Embrasystem, grupo econômico por trás da Bbom.

Porém, já no fim de 2013, tanto a Bbom quanto a Unepxmil já seriam alvo de investigação do Ministério Público Federal. O grupo Embrasystem, segundo suspeitavam os procuradores do MPF, seria ligado à pirâmide Telexfree.

A matéria ainda diz que a Unepxmil não passava de uma empresa de fachada para promover o esquema da Bbom. A empresa fazia com que os clientes comprassem rastreadores de veículo e se cadastrassem na Bbom, que prometia rentabilidade de 200% ao ano.

Na época, Bilibio trabalhava com Izaías Hummel, um executivo "Rubi" da Bbom, e dois executivos "Esmeralda", Márcio Rodrigo e Nizardo Albuquerque. O esquema teria durado pelo o menos até dezembro de 2014.

O empresário, porém, assim como na BWA, atuava mais nos bastidores, e não emprestava seu nome e rosto para a divulgação da empresa, atividade que ficava a cargo de Hummel.

Para criar a empresa de criptomoedas BWA, Bilibio não teria permitido que seu nome aparecesse no quadro societário, mas teria sociedade com Marcos Aranha, um nome conhecido no setor de marketing multinível através da Up! Essências, que é investigada pelo Ministério Público Federal sob suspeita de lavagem de dinheiro.

A BWA atuaria sob dois CNPJs distintos, mas "tudo indica se tratar do mesmo negócio". Tanto a BWA Brasil quanto a BWA BR são administradas por uma pessoa chamada Jéssica da Silva Farias, que consta como sócia de Marcos Aranha e Roberto Willens Ribeiro.

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