O country manager da Binance no Brasil, Ricardo Da Ros, anunciou sua demissão em um post no Linkedin na noite da última quinta-feira.
Da Ros, que ficou seis meses no cargo, justificou sua saída da exchange global por "desalinhamento de expectativas", sem dar mais detalhes:
"Houve um desalinhamento de expectativas sobre meu papel e tomei a decisão de acordo com meus valores pessoais."
Ele também elogia a equipe brasileira da Binance no texto:
"O time da Binance Brasil é excelente e a empresa tem ótimos produtos e serviços, apenas desejo sorte nos próximos passos para que a empresa possa seguir um caminho positivo no mercado brasileiro."
O executivo chegou para comandar as operações brasileiras da Binance no começo deste ano e diz que sai "tranquilo e satisfeito pelos excelentes resultados obtidos no Brasil nesses seis meses", prometendo tirar férias depois de deixar a exchange global.
Ele também diz que torce "para que a Binance se torne um exemplo para o mercado mundial de criptoativos".
A curta passagem de Ricardo Da Ros pela Binance foi marcada pelo imbróglio da corretora global com exchanges brasileiras, que acusam a Binance de não seguir as regras da Comissão de Valores Mobiliários e de adotar concorrência desleal.
A exchange também sofreu com pressões regulatórias em diversos países do mundo nos últimos seis meses, em especial no Canadá, no Reino Unido e no Japão. Nesta semana, outros países da Europa também emitiram alerta contra a atuação da exchange.
Segundo especialistas, as pressões regulatórias devem fazer com que a exchange adote plataformas dedicadas em cada um destes países, nos moldes do que já acontece nos Estados Unidos. Nesta quinta, ela também interrompeu a oferta de ações tokenizadas em sua plataforma.
Em entrevista ao Cointelegraph Brasil, o diretor da Associação Brasileira de Criptoeconomia, Rodrigo Monteiro, diz que a exchange tem atuado "até o limite da ilegalidade" por se tratar de uma exchange global, e quando os problemas regulatórios acontecem é que a Binance busca se regularizar.
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