Após fechar 2021 com uma valorização anual em torno de 60%, o Bitcoin (BTC) deverá ampliar sua participação de mercado frente ao ouro nos próximos anos, segundo o codiretor de estratégia cambial do Goldman Sachs Zach Pandl. A informação foi divulgada em uma carta direcionada a clientes da instituição financeira nesta terça-feira (4). Para o analista de Wall Street, as soluções oferecidas pelas criptomoedas direcionam o mercado para o crescimento de transações com os criptoativos, o que poderá favorecer a participação do BTC no mercado nos próximos anos e consolidar a criptomoeda na casa dos US$ 100 mil.

 

 

Se a participação do Bitcoin na ‘reserva de mercado’ de valor ‘hipoteticamente’ aumentasse para 50% nos próximos cinco anos, seu preço aumentaria para pouco mais de $ 100.000, para um retorno anualizado composto de 17% ou 18%, argumentou o executivo do Goldman Sachs.

 

 

Pela estimativa apresentada pelo banco, o público detém aproximadamente US$ 2,6 trilhões em ouro, considerando a cotação aproximada US$ 1.800 a onça no momento da edição da carta. O que representa 44 mil toneladas da commodity nas mãos do setor privado segundo o Conselho Mundial do Ouro. Já a capitalização de mercado do Bitcoin naquele momento era de pouco menos de US$ 700 bilhões, o que representava 20% de “reserva de valor” de acordo com o comunicado da instituição financeira. 

 

 

O Goldman salientou que a adoção das criptomoedas e os recursos tecnológicos que elas oferecem estão relacionados a potenciais escaladas do Bitcoin. A instituição financeira afirmou que a comparação de capitalização de mercado entre o BTC e o ouro possibilita o estabelecimento de novos parâmetros e com resultados positivos em relação aos retornos proporcionados pela criptomoeda. 

 


O mercado de criptoativos há algum tempo já deixou de ser conversas fechadas nos corredores e salas do grupo financeiro sediado em Nova York. Em dezembro, por exemplo, analistas do Goldman emitiram um comunicado defendendo o uso da tecnologia blockchain no metaverso, classificado por eles “amalgama” de diferentes espaços 3D. Em novembro, o banco também deu outra demonstração de proximidade com o mercado de criptomoedas  anunciando a ampliação de seus esforços de tokenização ao fechar uma parceria com a startup de blockchain Digital Asset.
 

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