A Superintendência de Relações com o Mercado e Intermediários (SMI) da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) do Brasil emitiu um alerta contra a empresa Agro S.A., que oferece investimentos no setor agro e aceita Bitcoin, por atuação irregular.

Segundo o portal Renova Mídia, a superintendência da CVM alega que há indícios de que a empresa estaria oferecendo serviços de intermediação de valores mobiliários sem autorização, se apresentando como Agente Autônomo de Investimentos.

A Agro S.A. já havia levantado suspeitas no mercado em fevereiro, por atuação irregular e também por supostamente integrar uma pirâmide financeira. A empresa permitia o investimento no setor agro com depósitos e saques em Bitcoin.

Em fevereiro, o site oficial da empresa dizia que a Agro S.A. tinha autorização da CVM e também da Bolsa de Valores do Brasil (B3), o que não condiz com as afirmações da autarquia.

Com isso, o Ato Declaratório 18.645 da CVM determina a suspensão da oferta pública da empresa a investidores no Brasil, por não estar autorizada a captar clientes no país e não integrar o sistema de distribuição previsto na Lei 6.385/76.

A Agro S.A. deve acatar a decisão da CVM imediatamente, sob pena de multa diária de R$ 1.000 por descumprimento.

A autarquia ainda recomenda que os investidores da empresa suspensa entrem em contato com a autarquia através do Serviço de Atendimento ao Cidadão, informando detalhes da oferta irregular e identificação dos envolvidos.

O mercado de criptomoedas teve em 2019 uma proliferação de pirâmides financeiras e forte atuação das autoridades, que terminou com o fim de empresas como Bitcoin Banco, D9 Trader, Unick Forex, Atlas Quantum, DD Corporation, Midas Trend, entre outras.

O número de golpes no mercado cripto diminuiu desde então, mas a CVM já alertou para a atuação de agentes maliciosos que tentam se aproveitar do mercado em alta para fazer novas vítimas.

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