A entidade sem fins lucrativos por trás da startup descentralizada baseada em Ethereum MakerDao pode estar envolvida em disputas internas, como revela uma carta legal publicada pelo portal CoinDesk.

A carta seria de um advogado representante de cinco membros do conselho da Fundação MakerDAO Ecosystem Growth Foundation (MEGF), baseada nas Ilhas Cayman, que dizem que teriam sido pressionados a renunciar ao cargo pelo CEO Rune Christensen no final de março.

A MakerDAO Foundation controla aproximadamente 30% de todos os tokens da MKR existentes e sua diretoria de nove pessoas seria encarregada de supervisionar os fundos relacionados ao desenvolvimento da rede. A própria rede executa um protocolo de dois tokens com uma capitalização de mercado combinada entre a MKR e a DAI de US$ 661 milhões.

A carta, assinada pelo advogado Andrew Pullinger do escritório de advocacia Campbel lança luz sobre uma potencial fonte das tensões internas da empresa. De acordo com a carta, o CEO Christensen exigiu que os cinco membros do conselho “renunciassem ou fossem substituídos como diretores com base em alegações injustas de que nossos clientes haviam se envolvido em uma 'conspiração' e violaram seus deveres fiduciários como diretores”.

Nenhum membro do conselho do MEGF fez declarações publicamente, com a fundação afirmando que identificá-los constituiria um "risco de segurança". A carta de Pullinger nomeia David Currin, Denis Erfurt, Thomas Pulber, James Reidy e Kenny Rowe como os cinco membros da diretoria que foram convidados a renunciar.

A disputa, afirma a carta, começou ostensivamente com a descoberta de Christensen de um grupo de bate-papo, iniciado em fevereiro, chamado de “Purple Pill Discussions”. A CoinDesk entrou em contato com MakerDAO para verificar a autenticidade da carta e fazer várias perguntas adicionais relativas ao seu conteúdo. O chefe de comunicação da organização, Mike Porcaro, teria respondido:

“Com um cenário de negócios em constante mudança, espera-se que a Maker Economic Growth Foundation experimente a dor ocasional do crescimento enquanto trabalhamos para dar suporte ao projeto MakerDAO. De acordo com nossos documentos e procedimentos de fundação mutuamente acordados, mudanças no quadro foram feitas recentemente. Por respeito à privacidade e confidencialidade, não forneceremos comentários adicionais. ”

Além disso, a carta diz que os "clientes só podem ser removidos como diretores de acordo com as leis das Ilhas Cayman e os estatutos" e que o" CEO é incapaz de agir unilateralmente para remover diretores."

Após a descoberta do CEO das Discussões Purple Pill, duas reuniões foram convocadas, de acordo com a carta. A primeira reunião, em 22 de março, foi com os supostos participantes. A segunda reunião, em 25 de março, foi uma “Emergency All Hands”, com a participação de “mais de 60 pessoas”, segundo a carta.

Finalmente, a cita Christensen que teria dito que “essas 'conversas tinham colocado todo o projeto em risco crítico e o meio de vida de todos vocês trabalhando para o projeto em jogo”.

Não se está claro, segundo a matéria, se algum ou todos os cinco nomes foram realmente removidos ou se novos membros do conselho foram adicionados. 

Em meio à turbulência, na semana passada o projeto MakerDAO realizou uma votação para definir a nova taxa de estabilidade do projeto, como publicou o Cointelegraph.