A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aprovou 3 novas licenças de crowdfunding para tokenizadoras no Brasil: PeerBR (Grupo GCB), TR Block (Liqi) e Loopi Plataforma (Loopi). Todas as empresas contaram com assessoria da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABcripto) dentro de um programa da associação.
Lançado em parceria com a CVM, o programa, voltado para tokenizadoras e outras empresas cripto, foi criado para simplificar o processo de obtenção de licença de crowdfunding. Basicamente, a autorização permite a captação de recursos por meio de plataformas digitais, utilizando tecnologia de tokenização.
Segundo a ABCripto, o objetivo principal é proporcionar suporte completo, desde a pré-análise da documentação até a submissão formal do pedido, garantindo alinhamento com os padrões exigidos pela CVM e aumentando as chances de aprovação do registro.
"Nosso papel é assessorar as empresas em todo o processo, facilitando sua entrada no mercado regulado. Ver empresas como PeerBR, TR Block e Loopi conquistarem suas licenças tão rapidamente confirma o sucesso do programa e nosso compromisso com o desenvolvimento do setor. Isso é um marco que impulsiona a criptoeconomia no Brasil com mais segurança e confiança", destacou Bernardo Srur, diretor-presidente da ABcripto.
Aprovação na CVM
Segundo a ABCripto, cada empresa enfrentou diferentes desafios, mas encontrou no programa a assistência necessária para superá-los.
A TR Block, por exemplo, utilizou orientações especializadas para adaptar sua plataforma às exigências regulatórias, mantendo a inovação e a conformidade em equilíbrio. Já a PeerBR, liderada por Gustavo Blasco, fundador da empresa, teve o pedido de licença aprovado em tempo recorde
“Recebemos a autorização da CVM em apenas 15 dias, de forma muito mais ágil do que esperávamos. Esse resultado se deve à excelente assessoria fornecida pela ABcripto, que nos permitiu seguir com confiança cada etapa do processo.”
A ABCripto destaca que a tokenização de ativos e o crowdfunding regulado permitem que empresas alcancem novos patamares, democratizando o acesso a investimentos e criando oportunidades para pequenos investidores. Com o avanço da regulamentação e a parceria com órgãos como a CVM, a ABcripto espera contribuir para a segurança e inovação do mercado de criptoativos.
"A colaboração com a CVM, firmada em maio de 2023, é um pilar central dessa iniciativa. Além de promover educação e inovação, nosso foco é garantir que o mercado evolua de forma ética e sustentável, promovendo o crescimento de todo o ecossistema cripto no Brasil”, finaliza Bernardo Srur.
Núclea e AmFi alcançam a marca de R$ 170 milhões em duplicatas tokenizadas
Em outro movimento no setor de tokens RWA no Brasil, a Núclea e a AmFi anunciaram que tokenizaram mais de R$ 170 milhões em duplicatas desde o lançamento da rede Núclea Chain, em agosto de 2024. Ao todo, mais de 20 mil ativos foram registrados na rede.
A solução construída em rede DLT (Distributed Ledger Technology) de forma permissionada, com alta privacidade e segurança somado aos serviços tradicionais da Núclea, permite oferecer ao mercado uma jornada completa para a duplicata, passando pelo registro, tokenização e validação de lastro. Isso permite que investidores da financeira possam incluir em sua carteira de investimentos tokens emitidos pela Núclea Chain, garantindo a segurança e acessibilidade para os clientes.
Outra facilidade da tokenização é a democratização do investidor para acesso a esse tipo comércio. A plataforma da Núclea permite que a AmFi fracione e consiga comercializar pedaços da duplicata, fazendo com que clientes possam adquirir uma cota daquele crédito mesmo tendo parte do valor total e, assim, receba os rendimentos proporcionais, o que aumenta a liquidez do produto. Em outros casos, algumas duplicatas são agrupadas em certificados de recebíveis, proporcionando que o cliente compre uma fração de algumas duplicatas.