Avançado na manhã desta sexta-feira (18), o mercado de criptomoedas operava a um market cap de US$ 2,33 trilhões (+1,1%) enquanto o Bitcoin (BTC) era trocado de mãos em torno de US$ 67,9 mil (+1,2%) com valorização semanal de 10,9%, dominância de mercado a 57,7%, sentimento dos investidores em região neutra e algumas altcoins aceleradas em até 630%.

O fluxo de capital relativamente contido em direção ao mercado de criptomoedas refletia certa correlação com outros mercados no dia anterior, quando os índices S&P 500 e Nasdaq se lateralizaram em respectivos 5.841,47 (-0,017%) e 18.373,61 pontos (+0,04%). O que coincidiu com a divulgação de dados robustos da economia dos EUA e, por outro lado, decepção dos investidores com os estímulos da China.

De acordo com o Departamento do Comércio, as vendas de varejo cresceram 0,4% em setembro em relação a agosto, a US$ 714 bilhões. Já o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos relatou 241 mil pedidos de seguro-desemprego na semana encerrada no dia 12 de outubro, 19 mil a menos que a semana anterior. Os dados fortes podem limitar o corte de juros do Federal Reserve (Fed) em novembro, a fim de conter a inflação e o avanço de mercados como o de criptomoedas.

Em contraponto à economia dos EUA, os investidores se frustraram com os estímulos anunciados pela China, voltados ao setor imobiliário do país, que registrou desaceleração no ritmo de crescimento, 4,6% no acumulado anual até o terceiro trimestre.

O apetite ao risco acompanhava o compasso da inteligência artificial (IA), já que alguns índices avançaram por influência da Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC), que relatou um aumento de 54% no seu lucro líquido do terceiro trimestre, de US$ 6,56 bilhões para US$ 10,10 bilhões. 

Outros termômetros do capital de risco, os fundos negociados em bolsa (ETFs) estadunidenses baseados em negociação à vista (spot) de Bitcoin e de Ethereum (ETH) registraram respectivas entradas líquidas de US$ 470,48 milhões e US$ 48,41 milhões, segundo dados da plataforma SoSoValue.   

No grupo das principais altcoins em capitalização de mercado, o MKR estava precificado em US$ 1.210,57 (-4,4%), o HNT valia US$ 5,90 (-2,5%), o POPCAT se estabelecia em US$ 1,36 (+9,6%), o MEW valia US$ 0,0092 (+9,1%), o MOG era transferido por US$ 0,0000021 (+8,7%), o BRETT se traduzia em US$ 0,10 (+7,2%) e o FLOKI representava US$ 0,00015 (+7,2%).

Quanto às altas de dois dígitos percentuais, o BOME respondia por US$ 0,0099 (+16%), o DOGE se localizava em US$ 0,13 (+10,2%), o BABYDOGE era transacionado por US$ 0,0000000033 (+15,6%), o UMA pareava US$ 2,89 (+14,7%), o APU estava quantificado em US$ 0,0010 (+30,7%), o HEART atraía US$ 0,019 (+28%), o DOLAN se transferia por US$ 0,87 (+47,5%) e o REEF se equiparava a US$ 0,0026 (+32%).

Um dos destaques era a listagem do Lumia (LUMIA), que era negociado por US$ 1,65 (+56,7%), porém com um pico de preço de cerca de 630% em relação ao preço de abertura do token na listagem da Binance.

Gráfico de quatro horas do par LUMIA/USDT. Fonte: Captura de tela/Binance

O LUMIA é o token nativo da blockchain focada em tokenização de ativos do mundo real (RWA, na sigla em inglês) e finanças descentralizadas (DeFi) Lumia, que é a  versão atualizada da antiga Orion (ORN).

Entre as novas listagens em exchanges de criptomoedas também estavam PUFF na Gate.io e Bybit, POPCAT na Bitvavo, OGY na BitMart, DBR e PUFFER na Phemex, BANANA na OKX, SCR na Bitrue e WAP na CoinEx.

No dia anterior, o DeBridge explodiu 8.200% em listagem inicial em diversas exchanges de criptomoedas enquanto o Bitcoin acumulava alta de 10%, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.