Na manhã desta quarta-feira (10), o mercado de criptomoedas ascendia a um market cap de US$ 2,14 trilhões (+1%) enquanto o Bitcoin (BTC) era transferido em torno de US$ 58,6 mil (+2,2%) com 53,8% de dominância de mercado, sentimento dos investidores em uma região de medo (40%) e algumas altcoins em com picos de preço de até três dígitos percentuais, caso de um token anunciado pela Coinbase ao seu roadmap.

A movimentação de preços parecia sinalizar que o mercado de criptomoedas já absorveu, pelo menos parcialmente, o FUD (medo, incerteza e dúvida) dos investidores com liquidações massivas de Bitcoin pelo governo da Alemanha. O que pode ter favorecido a correlação entre o mercado cripto e índices do mercado acionário como o S&P 500 e o Nasdaq, encerrados respectivamente em 5.576,98 (+0,074%) e 18.430,56 pontos (+0,15%).

Nesse caso, o comportamento dos pregões refletia otimismo dos investidores com o depoimento semestral considerado dovish (otimista) do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, no Senado dos EUA. Segundo o Chair da autoridade monetária, a maior economia global não dá sinais de superaquecimento e “o mercado de trabalho parece estar totalmente de volta ao equilíbrio”. 

Por outro lado, acrescentou Powell, o Fed deve aguardar mais sinais de que a inflação está sob controle, antes de iniciar cortes na taxa de juros básica anual praticada pelo banco central do país da América do Norte, atualmente entre 5,25% e 5,50%. Recuo com potencial de favorecer mercados como o de criptomoedas.

Mesmo assim, o depoimento de Powell foi bem recebido pelos capitalistas de risco. O que podia ser percebido pelo recuo do dólar americano, precificado em R$ 5,42 no momento desta edição, e o avanço sobre os fundos negociados em bolsa (ETFs) baseados em negociação à vista (spot) de Bitcoin, que mantiveram entradas líquidas, a um volume de US$ 216,33 milhões, segundo dados da plataforma SoSoValue.

No campo positivo das principais altcoins em capitalização de mercado, o SUI era trocado de mãos por US$ 0,75 (+9,2%), o FTM representava US$ 0,47 (+7,9%), o TAO era comprado por US$ 268,08 (+7,4%), o OP se nivelava por US$ 1,63 (+7,2%) e o STX se nivelava por US$ 1,49 (+7%). Em direção contrária, o FLR se comparava a US$ 0,019 (-3,6%), o LDO se traduzia em US$ 1,55 (-3,3%) e o BRETT estava quantificado em US$ 0,12 (-2,8%).

Quanto às altas de dois dígitos percentuais, o MOG orbitava US$ 0,0000017 (+20,8%), o SEI representava US$ 0,33 (+10,7%), o 1000SATS se transformava em US$ 0,00018 (+21,5%), o ZRO orbitava US$ 1,42 (+15,4%), o DYM se loicalizava em US$ 1,47 (+14%), o PEIPEI se transferia por US$ 0,00000031 (+52,4%), o HONEY atingia US$ 0,072 (+24,1%), o PCI era liquidado por US$ 0,10 (+17,1%) e o FX era vendido por US$ 0,13 (+25,6%).

Chamava a atenção nas últimas horas a volatilidade em torno do SD, trocado de mãos por US$ 0,64 (+58,5%) com um pico de preço de pouco mais de 100%.

Gráfico de 24 horas do par SD/USD. Fonte: CoinMarketCap

A explosão do token de governança da plataforma Stader, focada em staking de várias blockchains de varejo, exchanges e custodiantes, coincidia com o anúncio de adição do SD ao roteiro (roadmap) de listagem da exchange de criptomoedas global Coinbase.

Entre outras novas listagens em exchanges de criptomoedas estavam MOCA na Bitget, ROCKY na LBank e AscendEX, CRASH e WAT na BitMart, SKULL na AscendEX e GIGA e SPIKE na CoinEx.

No dia anterior, a listagem de um memecoin em alta anual de 235% e a explosão de 30% com anúncio de nova altcoin desafiaram marasmo do Bitcoin, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.