Negociado em torno de US$ 19,3 mil e em queda de 0,50% na manhã desta segunda-feira (10), o Bitcoin (BTC) continuava refletindo os impactos adversos da macroeconomia do final da última semana, quando havia recuperado o suporte de US$ 20 mil. A criptomoeda também apresentava recuo em relação à sua dominância, que representava 39,6% do mercado que, por sua vez, avançava 2,32% e movimentava pouco mais de US$ 936 bilhões.

Em um cenário macro, os investidores aparentemente assimilaram negativamente o recado dos EUA na última sexta (7) por meio do payroll, um relatório de dados econômicos que inclui a taxa de desemprego, exceto do setor agrícola. Isso porque os índices divulgados apontaram que o mercado de trabalho ainda continua aquecido, já que a taxa de desemprego anunciada, 3,5%, superou as expectativas dos analistas, que esperavam 3,7%. 

A retração do Bitcoin aconteceu na esteira das apostas de um novo aumento de 0,75 ponto percentual na taxa de juros por parte do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, por causa dos números ainda otimistas do payroll, desfavoráveis à empreitada do Fed de segurar a inflação. 

Por vários ângulos, o mundo parece caminhar para uma espiral da morte macroeconômica. Um deles é a desaceleração econômica da China, que vive tensões econômicas com os EUA, queda de consumidores nacionais e internacionais, crise imobiliária e os efeitos de sua estratégia de covid zero.

Na última semana, a Organização dos Países Produtores de Petróleo e seus aliados, a OPEP+, também decidiu reduzir a produção mensal de barris de petróleo, o que favoreceu a alta de diversas outras commodities, em meio à aproximação do inverno no hemisfério norte, onde a Europa já sofre uma crise energética por causa da guerra entre a Rússia e a Ucrânia. A alta do custo de produção de energia poderá pressionar os subsídios dos governos por meio da emissão de papel-moeda e acarretar, consequentemente, a inflação. 

Em linhas gerais, as principais altcoins por capitalização de mercado operavam em baixa de até 2%, embora o monitoramento apresentasse diversos criptoativos em alta, como o TRX, negociado por US$ 0,064 (+3%), o OKB, trocado de mãos por US$ 16,21 (+3,7%), e o MKR, transacionado a US$ 912,46 (+3,6%).

Apesar do relativo recuo do mercado, com a redução da dominância do Bitcoin, diversas altcoins registravam alta de dois dígitos, entre elas o HT, negociado por US$ 5,03 (+22%), o JUST, trocado de mãos por US$ 0,028 (+10%), o MDX, transacionado por US$ 0,087 (+36%), e o EPS, cotado a US$ 0,084 (+18,5%).

Um dos destaques era o ALT, token da rede Alitas, negociado pouco acima de US$ 0,47 com alta diária de 52%. O Alitas é um Directed Acyclic Graph ou DAG, que é uma variação do Distributed Ledger Technology” (DLT), tecnologia semelhante à blockchain, com a diferença de não haver blocos no DAG e sim uma conexão entre os participantes da rede, apesar da utilização de um livro-razão, motivo pelo qual muitas pessoas tratam o protocolo como um concorrente da blockchain.

Gráfico diário do par ALT/USD. Fonte: CoinMarketCap

A valorização do ALT também aconteceu na seara do anúncio da conclusão da rede principal do projeto na última semana.

“Implementação do #Alitas O "algoritmo de tolerância" da camada subjacente do Alitas foi concluído A construção da rede principal do Alitas foi concluída”, escreveu a equipe do projeto em um tweet. 

DAG à parte, a blockchain enfrenta outros desafios à medida que a tecnologia se desenvolve e propõe diferentes casos de uso direcionados à descentralização, cujo futuro pode ser considerado incerto apesar dos investimentos, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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