Uma pesquisa da 2022 Black Investor Survey (Pesquisa de Investidores Pretos de 2022), um levantamento da Ariel-Schwab Black Investor Survey, apontou para o crescimento da popularização das criptomoedas entre a população jovem e preta, cujo engajamento nos últimos dois anos já se equiparou aos jovens investidores brancos. Por outro lado, em tempos de baixa do mercado e de falta de critérios na hora de aportar os recursos, a adesão também fez aumentar o risco entre estes investidores, de acordo com o relatório.
Embora tímido, o crescimento da participação de investidores jovens e pretos, com idade entre 18 e 40 anos, no mercado de ações nos últimos dois anos aumentou de 55% para 58%. Entre os brancos nesta faixa etária houve uma redução de 71% para 63% neste mesmo período.
De acordo com a pesquisa, 38% da população negra estadunidense com menos de 40 anos possui criptomoedas, proporção que cai para 29% entre os investidores brancos na mesma faixa etária.
No comparativo entre os que acham que as criptomoedas são o melhor investimento, os percentuais são de 8% e 4% entre pretos e brancos. Entre os dois públicos que afirmaram que as criptomoedas eram o primeiro tipo de investimento, os percentuais foram de 10% e 4% respectivamente.
O levantamento também indicou que jovens pretos e brancos consideram arriscado investir em criptomoedas, respectivamente nas proporções de 68% e 73%, percentuais que caem para 33% e 18% entre aqueles que acreditam que é seguro investir em cripto.
A exemplo do que também acontece em relação aos brancos, a pesquisa revelou que ainda existe falta de entendimento do mercado cripto por parte dos investidores pretos entre 18 e 40 anos, segundo o que expressou o relatório. Entre os estadunidenses dentro deste universo, 29% disseram que não compreendiam totalmente o assunto, percentual que representou 18% entre os brancos entrevistados. Quanto às redes sociais, elas influenciaram a entrada dos dois públicos, entre 18 e 40 anos, no mercado de criptomoedas em percentuais de 51% e 36%, respectivamente.
Os jovens investidores pretos também estão mais engajados em relação a 2020, traduzindo-se em mais aportes e economias segundo a pesquisa. O que representou uma média de US$ 657 por mês direcionados a investimentos ante os US$ 393 de 2020, embora o levantamento tenha mostrado que ainda existe uma lacuna em relação aos brancos, cuja média foi de US$ 857 por mês.
O relatório também indicou que os investidores pretos estão mais propensos a discutir finanças com suas famílias, o que também indicou o fechamento de uma lacuna histórica, relacionada ao mercado de ações, uma vez que, neste caso, os percentuais são de 41% e 43% entre pretos e brancos, respectivamente.
O que pode ser compreendido por outro dado, que apontou um crescimento de aprendizado a respeito de investimento entre os jovens negros. Segundo o documento, 75% desta parcela de investidores, entre 18 e 40 anos, foram apresentados aos investimentos antes de completarem 30 anos, algo improvável entre gerações anteriores, incluindo pretos e brancos.
No Brasil, embora a poupança ainda seja o investimento preferencial, as criptomoedas dobraram o número de investidores em 2021, um espaço cada vez maior nos portfólios de Millenials e da Geração X, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.
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