Com pressão de saída líquida na manhã desta terça-feira (18), o mercado de criptomoedas operava a um market cap de US$ 3,15 trilhões (-1,5%), enquanto o Bitcoin (BTC) era transacionado por volta de US$ 95,6 mil (-0,4%), dominância de mercado elevada a 60,1%, sentimento dos investidores em zona de medo (38%) e a maior parte das principais altcoins operando no vermelho, apesar de algumas altas de dois dígitos percentuais.

A US$ 97,4 bilhões (+39,5%), o volume de negociações de criptomoedas aumentava as chances de reação de preços após o Dia do Presidente, feriado nacional nos Estados Unidos em 17 de fevereiro, quando as bolsas de Nova York e Chicago permaneceram fechadas.

Além do feriado, o mercado de criptomoedas enfrentam uma semana esvaziada em termos de novos dados macroeconômicos que possam servir de gatilho para uma pernada de alta, ou um movimento corretivo. Com isso, as atenções dos investidores se concentram em um encontro na Arábia Saudita entre representantes de alto escalão dos EUA e da Rússia, para negociação do fim da guerra com a Ucrânia. Isso porque o presidente dos EUA, Donald Trump, afastou a Europa da mesa de negociações e há temores da tentativa de uma negociação imposta ao presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. O que pode representar uma corrida armamentista no Velho Continente pelo enfraquecimento da aliança com os EUA e temores de mais avanço russo por outros países. O que não impactava o Volatility Index (VIX), conhecido por índice do medo, localizado em 15,59 pontos (+3,25%).

Apesar das incertezas, o interesse aberto de BTC recuava a US$ 118 bilhões (-0,65%). O que, em tese, favorecia a reversão de preço do benchmark em meio à liquidação de traders alavancados de criptomoedas em US$ 269 milhões (+61%), sendo US$ 195 milhões em posições compradas (long) e US$ 73 milhões em posições vendidas (short), segundo dados da Coinglass.

O índice altseason, que afere a força média dos 100 principais tokens em capitalização de mercado em 90 dias, encontrava-se a 37 pontos. Nesse caso, o JUP recuava a US$ 0,73 (-11,3%), o JTO valia US$ 2,65 (-10,1%), o INJ derretia a US$ 14,06 (-9%), o VIRTUAL era trocado por US$ 1,11 (-9%), o RON se retraía a US$ 1,25 (-8,8%), o MNT avançava a US$ 1,09 (+5,6%) e o S era negociado por US$ 0,58 (+1,9%).

Quanto às altas de dois dígitos percentuais, o MKR avançava a US$ 1.126,68 (+11,2%), o ACH se convertia em US$ 0,033 (-28,3%), o IP era vendido por US$ 2,06 (+20,1%), o MRS avançava a US$ 5,45 (+89%), o TRIBE valia US$ 0,52 (+13,38%), o XPR estava cotado a US$ 0,0056 (+11,2%), o ZBCN estava nivelado em US4 0,0014 (+19,6%), o ZANO era negociado por US$ 9,99 (+14,4%), o COQ estava cotado a US$ 0,0000012 (+11,7%), o T99 pareava US$ 0,058 (+35%) e o BWB equivalia a US$ 0,41 (+29,8%).

Entre as novas listagens em exchanges de criptomoedas estavam WMTX na BitMart, TOKAMAK na Boconomy, AB e LF na Huobi, KAITO e MDTI na LBank, BNC, ETF e LIBRA na AscedEX, RONIN e ZOO na Kucoin, CYBER e VELODROME na Kraken, BROCCOLI na Poloniex e WCT na Bitget.

No dia anterior, as criptomoedas espreitavam a geopolítica enquanto o interesse aberto pressionava o Bitcoin, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.