O mercado de criptomoedas operava a um market cap de US$ 3,08 trilhões (-0,1%) na manhã desta terça-feira (19), quando o Bitcoin (BTC) orbitava US$ 91,7 mil (-0,3%) com 58,9% de dominância de mercado, sentimento dos investidores em ganância extrema (83%) e as altcoins em terreno misto, apesar de altas de até dois dígitos percentuais.
Em boa medida, o mercado de criptomoedas se associava à falta de direção definida de outros mercado pela ausência de catalisadores expressivos no dia anterior, quando o S&P 500 e o Nasdaq encerraram respectivamente em 5.893,62 (+0,39%) e 18.791,81 pontos (+0,60%), enquanto o Dow Jones se estabeleceu em 43.389,60 pontos (-0,13%).
Em contrapartida, o movimento em linha do Bitcoin nas últimas horas coincidia com a expectativa dos investidores de possíveis catalisadores de alta, como a divulgação dos resultados da gigante dos chips Nvidia, que deve acontecer na próxima quarta-feira (20).
Outro possível gatilho para as criptomoedas é o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, que poderá anunciar a flexibilização o mercado de carros autônomos no país. A medida deve favorecer a gigante de carros elétricos Tesla, do bilionário Elon Musk, um dos principais apoiadores de Trump.
O Bitcoin mantinha a quase totalidade dos ganhos obtidos nos últimos dias, contrariando previsões de correção do benchmark, o que não está descartado. O que também era percebido pelos fundos negociados em bolsa (ETFs) estadunidenses baseados em negociação à vista (spot) de Bitcoin, que tiveram US$ 254,82 milhões em entradas líquidas, embora os ETFs de Ethereum (ETH) tenham recuado em líquidos US$ 39,08 milhões, segundo dados da plataforma SoSoValue.
Os ETFs podem ter colaborado para a sustentação dos preços, já que a gestora Canary Capital ingressou com um pedido junto à Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) para listar e negociar ações de um ETF spot baseado noo token Hedera (HBAR), o Canary Hedera, em uma bolsa ainda não informada. O que favoreceu o HBAR, que se encontrava precificado em US$ 0,14 (+25,6%) com um pico de preço de 40%.
Gráfico de 24 horas do par HBAR/USD. Fonte: CoinMarketCap
Na região das principais altcoins em capitalização de mercado, o GOAT recuava a US$ 1 (-12,1%), o CRO se retraía a US$ 0,16 (-9,5%), o PEPE era negociado por US$ 0,000020 (-7,6%), o ONDO estava precificado em US$ 1,02 (+6,1%), o ATOM correspondia a US$ 6,42 (+4,6%), o TIA pareava US$ 5,37 (+4,4%) e o KAS se convertia em US$ 0,17 (+3,9%).
Quanto às altas de dois dígitos percentuais, o XTZ era transacionado por US$ 1,12 (+35,5%), o THETA se convertia em US$ 1,73 (+10,2%), o SKL valia US$ 0,051 (+17,3%), o DOGS se equiparava a US$ 0,00075 (+17,7%), o BARSIK valia US$ 0,23 (+18,6%), o VVAIFU estava precificado em US$ 0,12 (+34%), o STMX se liquidava por US$ 0,0085 (+35,6%), o POLY era transacionado por US$ 0,071 (+45,8%), o EWT estava precificado em US$ 1,42 (+16,5%) e o OCTA se localizava em US$ 1,39 (+16%).
Entre as novas listagens em exchanges de criptomoedas estavam AI16Z e KONAN na BitMart, RAY e PONKE na Bithum, NIKEPIG na AscendEX, VVAIFU na Poloniex, DOG na PKX Futuros e RIFSOL na Kucoin.
No dia anterior, as criptomoedas operavam em alta de até 83% e adiavam a correção do Bitcoin pós-vitória de Trump enquanto o Bitcoin mirava US$ 92 mil, conforme noticicou o Cointelegraph Brasil.