O mercado de criptomoedas está com diversas novidades neste começo de outubro. A primeira delas é da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABcripto) que firmou uma parceria com a Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi).
O objetivo é estreitar a colaboração entre o setor financeiro tradicional e a criptoeconomia. O foco dessa parceria é a implementação de ações voltadas para a Prevenção à Lavagem de Dinheiro e Financiamento ao Terrorismo (PLD/FT), buscando a adoção de melhores práticas e conformidade regulatória.
O protocolo de intenções prevê a criação de materiais educativos e a realização de campanhas de conscientização para engajar os associados de ambas as entidades. A meta é difundir boas práticas, promover a segurança no sistema financeiro e mitigar riscos relacionados à lavagem de dinheiro e fraudes. A colaboração entre ABcripto e Acrefi visa garantir um ambiente financeiro mais seguro para todos os participantes.
Priscila Maia, da Bitybank, e Carolina Correa, da Coinext, representantes do Comitê de Compliance da ABcripto, destacaram a importância do acordo como um marco para a união entre os mercados financeiro tradicional e digital. A parceria permitirá o desenvolvimento de um mercado mais transparente e seguro, promovendo boas práticas entre as empresas dos dois setores.
Filipe Pena, diretor-executivo da Acrefi, reforçou que a colaboração visa unir forças e compartilhar conhecimentos entre os setores, contribuindo para o crescimento sustentável do mercado. O acordo inclui também reuniões periódicas para avaliar o progresso e traçar novas ações, sempre com o objetivo de aumentar a segurança e a transparência no ambiente financeiro digital.
OKX
A OKX anunciou o lançamento oficial de sua corretora nos Emirados Árabes Unidos, tornando-se a primeira do setor cripto a oferecer trilhas de pagamento em AED (dirham dos Emirados) para investidores de varejo e institucionais.
Os investidores nos Emirados podem depositar e sacar AED diretamente de suas contas bancárias locais na OKX, que oferece mais de 280 criptomoedas e 480 pares de negociação, incluindo BTC/AED e ETH/AED. A plataforma disponibiliza serviços como trading spot, compra e venda expressa e produtos Earn on-chain.
Durante o evento, Rifad Mahasneh, gerente-geral da OKX no Oriente Médio, destacou o compromisso da empresa com o crescimento local e o desenvolvimento contínuo de seus produtos na região. Segundo Mahasneh, o lançamento é um marco importante para a OKX e reflete o esforço da empresa em liderar a inovação no mercado cripto nos Emirados Árabes Unidos. A celebração marca o início de uma jornada de longo prazo no país e na região, com um foco crescente em soluções cripto para investidores institucionais e de varejo.
Criptorama
A cidade de São Paulo sediará a terceira edição do Criptorama, evento organizado pela Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABcripto), nos dias 19 e 20 de novembro de 2024. Com inscrições gratuitas, o evento ocorrerá no Teatro Santander e reunirá especialistas e líderes do mercado para discutir o futuro da criptoeconomia no Brasil.
O palco principal, nomeado “Palco ABCripto e SPNegócios”, terá como parceiros a agência de promoção de investimentos SP Negócios e a Prefeitura de São Paulo. Entre os painelistas confirmados estão grandes nomes do mercado financeiro e da criptoeconomia, como Fábio Araújo, Líder do Drex no Banco Central, Daniel Maeda, Diretor da CVM, Edisio Neto, Presidente da ABcripto e CEO do Z.ro Bank, e João Canhada, fundador da Foxbit.
O evento também terá a presença de reguladores como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que discutirá o impacto da regulação no setor.
Bernardo Srur, CEO da ABcripto, destacou que o Criptorama 2024 será um evento essencial para empresas que desejam se destacar no cenário cripto brasileiro. Ele ressaltou a importância de debater regulamentação e inovação como forma de moldar o futuro do setor, fortalecendo tanto empresas estabelecidas quanto novos participantes no mercado. A expectativa é que o evento seja um ponto de encontro crucial para o compartilhamento de experiências e o fortalecimento da criptoeconomia no Brasil.
Licitar Digital
A Licitar Digital, uma plataforma de licitações públicas que utiliza blockchain, publicou seu primeiro edital, marcando um avanço na simplificação e democratização dos processos licitatórios no Brasil. A plataforma oferece auditabilidade completa, assegurando que todos os dados transacionados sejam imutáveis, promovendo transparência e isonomia entre os fornecedores.
Inspirado em marketplaces como Amazon e Mercado Livre, o sistema da Licitar Digital permite que a Administração Pública forme um cadastro de fornecedores qualificados, facilitando compras futuras sem a necessidade de novos processos licitatórios. Essa abordagem é especialmente vantajosa para produtos com preços voláteis, como medicamentos, passagens aéreas e combustíveis.
Com a publicação do primeiro edital, um consórcio de municípios na região metropolitana de Belo Horizonte buscará adquirir medicamentos e materiais hospitalares por meio do marketplace. Após o credenciamento e pré-qualificação dos fornecedores, as entidades públicas podem fazer compras rapidamente, economizando tempo e recursos.
O processo também permite que os fornecedores atualizem seus preços durante o período de vigência do edital, garantindo que as compras sejam feitas com o menor preço do dia. Além disso, a modalidade oferece pagamento mais rápido aos fornecedores, aumentando a eficiência do sistema em relação às licitações tradicionais.
Bybit
A exchange de criptomoedas Bybit lançou uma promoção para atrair novos clientes no Brasil, oferecendo cashback de 150 BRZ para aqueles que depositarem o equivalente a 100 USDT na plataforma até o dia 16 de outubro. Além disso, os novos usuários que indicarem outras pessoas podem ganhar 30 BRZ adicionais por indicação, tornando a promoção ainda mais atrativa.
Os novos usuários também concorrem a produtos da Apple, como iPhones e Apple Watches, que serão sorteados entre todos que cumprirem as etapas da promoção. A ação visa não apenas atrair mais clientes, mas também recompensar aqueles que participarem ativamente do crescimento da plataforma no Brasil.
Guilherme Prado, diretor comercial da Bybit, destacou que essa é uma das maiores campanhas já realizadas pela empresa no país, com foco em expandir sua base de usuários. A Bybit permite que os clientes negociem mais de 665 criptoativos, oferecendo uma vasta gama de opções de investimento para seus usuários.
A promoção é válida até 16 de outubro, e os novos clientes que completarem o registro e fizerem o depósito terão acesso aos benefícios oferecidos pela campanha. Essa estratégia de marketing visa fortalecer a posição da Bybit no mercado brasileiro, promovendo sua plataforma e incentivando a adoção de criptomoedas.
CoinEx
Durante o BitSampa a CoinEx abordou a importância da regulamentação do mercado de criptomoedas no país. Pedro Gutierrez, diretor da CoinEx para a América Latina, participou de um painel onde defendeu que a regulamentação pode aumentar a confiança dos investidores e promover a adoção de criptomoedas como o Bitcoin.
Segundo Gutierrez, a regulamentação permitirá que empresas e usuários se sintam mais seguros ao investir no setor, já que as regras trarão mais clareza e transparência às transações. Ele destacou que, com regras claras, os usuários saberão quanto pagar de impostos e como proceder com a conversão de suas criptomoedas em reais.
Além disso, o executivo mencionou que o Brasil é um dos mercados mais importantes para a CoinEx na América Latina, o que torna essencial a adaptação às regulamentações locais. Ele afirmou que a exchange está preparada para operar de acordo com as regras em qualquer país, garantindo a continuidade dos negócios.
A CoinEx também participou do evento com um estande interativo, onde os participantes puderam conhecer mais sobre a exchange, ganhar prêmios e participar de atividades. Gutierrez reforçou que a participação em eventos como o BitSampa mostra como o Brasil está avançado no tema das criptomoedas em relação a outros países da região.
NovaDAX
Também no BitSampa a NovaDAX destacou a relevância da regulamentação de criptoativos no país. Gislene Cabral de Sousa, Head de Compliance da NovaDAX, participou de um painel que discutiu o papel do Brasil como polo de investimento em criptomoedas, abordando a maturidade do setor e o impacto da legislação. Ela defendeu que a regulamentação é fundamental para garantir a adoção e a segurança no mercado de criptomoedas.
Gislene ressaltou que economias com regulamentações claras tendem a ver um aumento na adoção de criptoativos, e o Brasil está seguindo essa tendência. O Banco Central do Brasil tem promovido consultas públicas para entender melhor o mercado e se mantém aberto ao diálogo com exchanges e outros players do setor, reforçando o compromisso com o desenvolvimento do setor.
A legislação de cripto no Brasil, promulgada pela lei 14.478 em 2022, estabelece as diretrizes para a regulamentação dos serviços de ativos virtuais. Desde então, o Banco Central tem trabalhado para definir regras claras para a indústria, e novas consultas públicas estão previstas para ocorrer em breve, com o objetivo de melhorar ainda mais o ambiente regulatório.
Além de participar do painel, a NovaDAX realizou diversas ativações em seu estande durante o evento, promovendo prêmios e interações com o público. Gislene enfatizou que, com uma regulamentação clara, tanto investidores de varejo quanto institucionais poderão operar com mais confiança no mercado, beneficiando todo o ecossistema.
Chiliz
Dois torcedores do Bahia vivenciaram uma experiência exclusiva no último sábado (5), na partida contra o Flamengo, como parte dos benefícios oferecidos pelo Fan Token do Bahia. Os torcedores e seus acompanhantes tiveram acesso VIP à Arena Fonte Nova, com direito a visitas ao vestiário, ao museu da Arena, além de acompanharem o aquecimento dos jogadores diretamente no campo.
A experiência incluiu assistir ao jogo do camarote do clube, oferecendo aos torcedores uma oportunidade única de estar mais próximos de seu time. Querubim Oliveira Neto, um dos premiados, destacou que a experiência foi "fantástica", e que apenas através dos Fan Tokens é possível vivenciar momentos que pareciam inatingíveis. Ele já havia participado de outras ativações e acumulado mais de 500 Fan Tokens do clube.
Outro torcedor, Fabiano Choi, também celebrou a oportunidade, afirmando que, além de já ter ganhado ingressos e uma camisa autografada, essa foi sua primeira vez participando de um matchday com acesso ao campo. Ele recomendou a aquisição de Fan Tokens a amigos e familiares, ressaltando como essa interação fortalece a relação entre torcedores e clube.
Os Fan Tokens do Bahia foram lançados em 2022, com o objetivo de engajar os torcedores e oferecer experiências exclusivas. Desde então, decisões importantes, como a escolha do design da braçadeira de capitão e até mesmo o nome do campo de treinamento, foram influenciadas pelos detentores dos tokens, reforçando a proximidade entre o clube e sua torcida.
Cartesi
Durante o evento Modular House em São Paulo, a Cartesi, um protocolo modular voltado para o desenvolvimento de aplicações descentralizadas, defendeu que a blockchain deve "sumir" aos olhos dos usuários para alcançar a adoção em massa.
Henrique Marlon, desenvolvedor da Cartesi, afirmou que as pessoas não precisam estar cientes de que estão utilizando tecnologia blockchain. O foco deve ser na experiência do usuário e no valor gerado pelas aplicações, similar à forma como a maioria das pessoas usa a internet sem conhecer detalhes técnicos como o protocolo TCP/IP.
Ele também comparou o estágio atual da blockchain com o estágio inicial da internet nos anos 1960, quando as conferências atraíam filas de curiosos para ouvir sobre as novas tecnologias. Hoje, a blockchain está em um estágio similar ao dos "Early Adopters", segundo a teoria de difusão da inovação de Everett Rogers. No entanto, para que essa tecnologia atinja o próximo bilhão de usuários, ela precisa se tornar mais acessível e simples de usar, sem a necessidade de os usuários compreenderem toda a infraestrutura técnica por trás das aplicações.
Durante o painel, Henrique destacou os desafios enfrentados pelos desenvolvedores ao criar soluções em blockchain. Ele explicou que a maioria dos programadores ainda precisa de recursos avançados para desenvolver aplicações descentralizadas (DApps). A Cartesi busca facilitar esse processo ao oferecer um ambiente Linux familiar, permitindo que desenvolvedores usem linguagens mainstream como Python, Javascript e Rust para criar DApps. Isso diminui as barreiras e torna a tecnologia mais acessível a uma variedade maior de profissionais.
ICP HUB Brasil
A ICP Hub Brasil ministrou uma palestra na Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (FATEC-SP), no dia 7 de outubro, sobre a tecnologia blockchain e suas oportunidades no ecossistema. A palestra foi conduzida por Eduardo Guariglia, membro do Core Team da ICP Hub Brasil, como parte da semana tecnológica da FATEC, sendo exclusiva para os alunos da instituição.
O objetivo do evento foi aproximar os estudantes da tecnologia blockchain e suas aplicações práticas, promovendo uma discussão imersiva sobre as oportunidades no mercado. A iniciativa faz parte das diversas ações que a ICP Hub Brasil realiza para engajar a comunidade acadêmica e capacitar profissionais para o futuro do setor de blockchain.
Durante a palestra, Guariglia abordou conceitos básicos da blockchain, explicando como a tecnologia pode ser utilizada em diversas indústrias, desde finanças até supply chain, e os desafios para sua adoção em larga escala. Ele também explorou as oportunidades de carreira para os alunos interessados em se especializar nesse mercado em ascensão.
A ICP Hub Brasil tem se destacado por suas iniciativas educacionais, buscando expandir o conhecimento sobre blockchain e atrair novos talentos para o ecossistema. A palestra na FATEC foi mais uma etapa nesse processo de disseminação tecnológica, capacitando estudantes e promovendo o desenvolvimento de novas ideias no campo da blockchain.
Meta Pool
A Meta Pool, uma das DAOs de maior crescimento no mundo, anunciou uma parceria com a Ref Finance para a criação de um novo pool de liquidez. Esse acordo visa explorar a criação de um ponte entre as redes Ethereum e NEAR, facilitando a interoperabilidade do token mpDAO, nativo da Meta Pool, entre essas plataformas.
A nova pool de liquidez será formada por tokens stNEAR e mpDAO, com 50% de cada um. Os tokens stNEAR serão obtidos através das taxas do protocolo Meta Pool, enquanto os tokens mpDAO virão da tesouraria da DAO. O pool de liquidez ficará bloqueado por 12 meses, sem recompras durante esse período, proporcionando estabilidade aos investidores.
Os usuários que adquirirem o token mpDAO terão poder de voto dentro da DAO, podendo influenciar a governança e a escolha de propostas para financiamento através dos mpDAO Grants. A Meta Pool tem se destacado no financiamento de projetos globais, como hackathons na África, eventos no Vietnã e bolsas de estudo para estudantes latinos em Zurique.
Durante 2024, a Meta Pool desempenhou um papel crucial na expansão do ecossistema de criptomoedas em mercados emergentes, especialmente na Ásia e América Latina. A DAO tem focado em educação e financiamento como ferramentas para aumentar a adoção de criptomoedas e impulsionar o desenvolvimento de novos projetos inovadores.
Fluyez
Um estudo recente da Fluyez, um dos principais exchanges de criptomoedas na América Latina, revelou que 46% dos usuários da região utilizam criptoativos como ferramenta de poupança. Isso reflete o crescente interesse em criptomoedas como uma alternativa aos métodos tradicionais de economia, especialmente em um cenário de inflação e instabilidade financeira. O uso de criptoativos se tornou uma forma de preservar o valor do dinheiro em meio à desvalorização das moedas locais.
Em comparação com outros estudos, como o da Chainalysis de 2023, que apontou que 50% dos usuários em economias emergentes usam criptomoedas para poupar, o relatório da Fluyez está alinhado com as tendências globais. No entanto, em países como Argentina, onde a inflação é extremamente alta, esse número chega a 60%, evidenciando a dependência das criptomoedas para proteger o valor dos ativos financeiros.
Além do uso para poupança, o estudo da Fluyez revelou que 37% dos latino-americanos utilizam criptomoedas para trading, enquanto 16% as utilizam para o envio de remessas. Isso demonstra uma diversificação no uso dos criptoativos, embora o armazenamento de valor continue sendo a principal motivação em economias com taxas de inflação elevadas.
O futuro das criptomoedas na América Latina parece promissor, com uma expectativa de crescimento contínuo. A desvalorização das moedas locais e a dificuldade de acesso a serviços financeiros tradicionais impulsionam a adoção de criptoativos. À medida que as regulamentações se tornarem mais claras e as plataformas oferecerem maior segurança, é provável que o número de usuários de criptomoedas aumente significativamente na região, especialmente para o envio de remessas e como forma de proteção contra a inflação.