Considerada um gatilho clássico favorável ao aumento da volatilidade das criptomoedas, a aproximação do anúncio da CPI nos EUA, sigla em inglês para índice de preços ao consumidor, favorecia a alta do mercado de criptomoedas na manhã desta sexta-feira (9), a quatro do dia previsto para o comunicado. Enquanto o índice DXY, que mede a força do dólar americano, recuava, o mercado de criptomoedas avançava ao movimentar US$ 860 bilhões (+2,3%) com alguns analistas manifestando empolgação em relação a um possível rali de alívio.
O Bitcoin (BTC), considerado o principal catalisador do mercado cripto, era transacionado por US$ 17,2 mil (+2,3%) e respondia por 38,5% de dominância de mercado, crescimento aparentemente distante de algumas previsões mais otimistas, que miram o BTC em torno de US$ 19 mil ainda este ano.
No plano macroeconômico, as previsões catastróficas continuam sendo a tônica das narrativas para o futuro. Entre elas a Philipp Hildebrand, vice-presidente da BlackRock, maior gestora de ativos do mundo. Ele foi um dos participantes da 13ª edição do Macro Vision, na última quinta-feira, evento anual realizado pelo banco Itaú Investimentos BBA.
Na ocasião, Hildelbrand disse que o cenário estagflacionário atual veio para ficar e que as instituições precisam ver suas estratégias. O que para ele não representa o arrocho da taxa de juros, como vêm fazendo os bancos centrais. O outro participante do painel “A economia global: cenários e temas de investimentos”, Robin Brooks, economista-chefe do Institute os International Finance (IFF), também criticou a política de repressão à inflação por meio da tentativa de conter a demanda.
As principais alcoins por capitalização de mercado, com exceção das stablecoins, operavam em alta que variavam entre +1% e +3%, enquanto alguns projetos considerados robustos conseguiam ampliar o ganho de seus tokens, entre eles o GRT, avaliado em US$ 0,067 (+8,75%), o TWT, precificado em US$ 2,63 (+6,15%), o XCN, trocado de mãos por US$ 0,039 (+7,2%), e o ICP, cotado a US$ 4,46 (+7,5%).
O monitoramento da plataforma CoinMarketCap mostrava um número maior de tokens em alta de dois dígitos, entre eles o FET, negociado por US$ 0,12 (+51%), o OCEAN, precificado em US$ 0,15 (+18%), o NMR, cotado a US$ 16,06 (+16%), o ILV, avaliado em US$ 48,74 (+14%), e o KEEP, estimado em US$ 0,096 (+14%).
Um dos destaques era o CTXC, token da Cortex, que se apresenta como uma blockchain descentralizada de transações ponto a ponto (P2P) que suporta modelos de Inteligência Artificial (IA). O CTCK era negociado em torno de US$ 0,20 (+118%) após uma correção em relação a um topo que elevou o preço do token acima de US$ 0,23 durante a madrugada, quando o CTXC operava em alta de 159%.
Gráfico diário do par CTXC/USD. Fonte: CoinMarketCap
Pelos canais oficiais do projeto nas redes sociais era possível identificar um relativo engajamento entre seus desenvolvedores e sua comunidade em torno das principais narrativas que parecem sustentar o discurso da Cortex, a utilização da IA pela plataforma e a Web3. Na página do projeto no CoinmarketCap, era possível perceber um forte crescimento do volume de transações do CTXC, 7.620%, ao movimentar US$ 173,8 milhões nas últimas horas, embora, aparentemente, o projeto não tivesse feito um anúncio específico que pudesse ser atribuído à ascensão de seu token.
Na última quinta-feira, o Bitcoin caminhava de lado em meio aos efeitos das “policrises” na macroeconomia. Um dia antes, uma criptomoeda subia 65% com rumores de compra de uma exchange da Indonésia pela Binance, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.
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