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Marie Huillet
Escrito por Marie Huillet,Ex-redator(a) da equipe
Alex Cohen
Revisado por Alex Cohen,Ex-editor da equipe

Consultoria deve investigar transações em blockchain no caso QuadrigaCX

Os advogados que representam os credores da antiga exchange QuadrigaCX contrataram especialistas em blockchain para ajudar na investigação.

Consultoria deve investigar transações em blockchain no caso QuadrigaCX
Notícias

O escritório de advocacia canadense que representa os credores da extinta exchange cripto QuadrigaCX contratou a consultoria Kroll para ajudar na investigação dos US$ 190 milhões perdidos em ativos de usuários no início de 2019.

Conforme noticiado, a polêmica envolveu a QuadrigaCX após a morte de seu fundador, Gerald Cotten, em dezembro de 2018, que seria a única pessoa com acesso às carteiras frias da exchange.

Em um aviso aos credores em 8 de setembro, Miller Thomson disse que a Kroll trabalhará em colaboração com sua parceira estratégica, a Coinfirm, que se especializou em conformidade forense e anti-lavagem de dinheiro (AML).

A Coinfirm é desenvolvedora de um mecanismo de análise de blockchain projetado para rastreamento de criptoativos, investigações de fraude, análise de dados e recuperação de ativos.

De acordo com Miller Thomson, Kroll e Confirm terão a tarefa de analisar um subconjunto de dados de transação. Citando a natureza sensível dessas transações e necessidade da aplicação da lei, o escritório afirma que mais detalhes do envolvimento da Kroll não serão divulgados publicamente.

Os honorários da Kroll foram limitados a US$ 50.000 e a empresa tem indenização contratual de até US$ 150.000. Seu envolvimento foi decidido em conjunto pelo escritório Miller Thomson, os administradores da massa falida da QuadrigaCX e um Comitê Oficial de usuários afetados pela exchange.

A nota do Miller Thomson também revela que encaminhou informações sobre a polêmica processadora de pagamentos Crypto Capital, com sede no Panamá, que prestava serviços à QuadrigaCX antes do colapso da exchange, sob vigilância do Ernst & Young.

“Atualmente, não há evidências suficientes para estabelecer que a Crypto Capital devia quaisquer fundos à Quadriga na data da falência”, afirma Miller Thomson. No entanto, caso surjam novas informações sobre o assunto, a Ernst & Young “considerará as vias de recuperação disponíveis para o espólio da Quadriga”.

Por último, a nota sugere que a compensação dos credores ainda assim deve demorar. “O impacto mais significativo na velocidade de distribuição será a auditoria da CRA [Agência de Receitas do Canadá] sobre as obrigações fiscais da Quadriga”, afirma Miller Thomson.

O CRA se recusou a confirmar um cronograma para a conclusão de sua auditoria, devido às interrupções causadas pela pandemia do coronavírus.

 

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