O escritório de advocacia canadense que representa os credores da extinta exchange cripto QuadrigaCX contratou a consultoria Kroll para ajudar na investigação dos US$ 190 milhões perdidos em ativos de usuários no início de 2019.

Conforme noticiado, a polêmica envolveu a QuadrigaCX após a morte de seu fundador, Gerald Cotten, em dezembro de 2018, que seria a única pessoa com acesso às carteiras frias da exchange.

Em um aviso aos credores em 8 de setembro, Miller Thomson disse que a Kroll trabalhará em colaboração com sua parceira estratégica, a Coinfirm, que se especializou em conformidade forense e anti-lavagem de dinheiro (AML).

A Coinfirm é desenvolvedora de um mecanismo de análise de blockchain projetado para rastreamento de criptoativos, investigações de fraude, análise de dados e recuperação de ativos.

De acordo com Miller Thomson, Kroll e Confirm terão a tarefa de analisar um subconjunto de dados de transação. Citando a natureza sensível dessas transações e necessidade da aplicação da lei, o escritório afirma que mais detalhes do envolvimento da Kroll não serão divulgados publicamente.

Os honorários da Kroll foram limitados a US$ 50.000 e a empresa tem indenização contratual de até US$ 150.000. Seu envolvimento foi decidido em conjunto pelo escritório Miller Thomson, os administradores da massa falida da QuadrigaCX e um Comitê Oficial de usuários afetados pela exchange.

A nota do Miller Thomson também revela que encaminhou informações sobre a polêmica processadora de pagamentos Crypto Capital, com sede no Panamá, que prestava serviços à QuadrigaCX antes do colapso da exchange, sob vigilância do Ernst & Young.

“Atualmente, não há evidências suficientes para estabelecer que a Crypto Capital devia quaisquer fundos à Quadriga na data da falência”, afirma Miller Thomson. No entanto, caso surjam novas informações sobre o assunto, a Ernst & Young “considerará as vias de recuperação disponíveis para o espólio da Quadriga”.

Por último, a nota sugere que a compensação dos credores ainda assim deve demorar. “O impacto mais significativo na velocidade de distribuição será a auditoria da CRA [Agência de Receitas do Canadá] sobre as obrigações fiscais da Quadriga”, afirma Miller Thomson.

O CRA se recusou a confirmar um cronograma para a conclusão de sua auditoria, devido às interrupções causadas pela pandemia do coronavírus.

 

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