Um cliente do Grupo Bitcoin Banco, insatisfeito com a demora da empresa em resolver o problema dos saques de criptomoedas bloqueados na plataforma, realizou uma manifestação na sede do Ministério Público do Paraná, segundo publicações compartilhadas nas redes sociais.

O cliente, que é de Belo Horizonte, destacou que é a segunda vez que vai até Curitiba, uma viagem de quase 1 mil quilômetros. No entanto, apesar da viagem, não conseguiu reaver seus valores investidos.

"Devido a total falta de interesse em resolver o problema por parte do GBB dei início a uma série de ações, ações essas respaldadas pelo meu direito de liberdade de expressão e manifestação! Fiz um banner que pendurei na porta do GBB e 10 mil flyers que, junto com 4 pessoas que contratei em uma firma especializada, distribui tanto na porta da empresa quanto na porta do MPF"

O investidor declarou também que os materiais foram impressos e confeccionados com a ajuda do advogado do cliente que revisou os materiais. O investidor ainda diz que pode ceder o material para qualquer cliente que desejam divulgar em sua cidade ou estado.

 

"Resolvi financiar a produção desses flyers para qualquer pessoa que esteja disposta a divulgá-lo em sua cidade-estado (...) Aqui em Curitiba daremos continuidade às ações sem data estipulada para término (... ) Não vamos ficar impotentes diante de pessoas que esbanjam seus bens e luxos enquanto gastam o nosso dinheiro", disse.

Como noticiou o Cointelegraph, a proposta de abertura de uma "CPI das Criptomoedas", será apresentada nesta quarta-feira, 16 de outubro, pelo Deputado Federal Aureo Ribeiro (SD-RJ).

Aureo, que também é autor do PL 2303/2015, deve apresentar a proposta durante os debates da Comissão Especial que avalia o PL proposto pelo Deputado. Ainda segundo o jornal o Globo a CPI, entre outros pontos, deve concentrar, caso seja aprovada, seus trabalhos na investigação das atividades do Grupo Bitcoin Banco e da Atlas Quantum.

"Se a CPI sair do papel, serão investigadas algumas das principais empresas do setor, como o Banco Bitcoin e o Atlas Quantum, suspeitas de terem sumido com mais de R$ 1 bilhão, cada. Outros grupos que não trabalham com bitcoin, mas que são suspeitas de participarem de pirâmide financeira também estão no radar, como a JJ Invest"