Apontado como chefe da Indeal, empresa acusada de pirâmide financeira baseada em Bitcoin e criptomoedas, e responsável por toda sua operação, Francisco Daniel Lima de Freitas deve continuar preso, segundo decisão recente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que negou pedido de liberdade feito pelos advogados de Freitas.
Preso na Operação Egypto da Polícia Federa, Freitas seria o grande responsável por montar o suposto golpe que prometia rendimentos garantidos por meio de diversas operações que seriam realizadas no mercado de Bitcoin e criptomoedas. Contudo, nem Freitas, nem a Indeal, possuíam autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar no mercado nacional. A decisão para manter Freitas preso foi unânime.
“[…] já há denúncia ofertada, na qual foi descrita e devidamente delineada a conduta do paciente e dos demais corréus no sentido de oferecer contrato de investimento coletivo, sem prévio registro de emissão na autoridade competente.”
Desta forma, Freitas e os demais presos acusados de participarem do esquema, continuam presos até o julgamento do processo. Segundo o Ministério Público Federal a empresa teria lesado cliente em até R$1 bilhão. Na operação Egypto, cerca de 4 mil Bitcoins foram apreendidos em contas na Poloniex.