Bitcoin valoriza mais de 12%, confira quatro possíveis razões sobre a recente alta

O preço do Bitcoin rompeu recentemente uma espectativa de baixa e, em pouco mais de 2 dias, valorizou mais de US$ 1 mil, sendo negociado aciam de US$ 10.600. No momento da escrita, o BTC vê uma valorização acima de 1,5%.

Como notíciou o Cointelegraph, a valorização repentina pegou de surpresa o mercado, que já havia se 'conformado' com um possível recuo até mesmo abaixo de US$ 8 mil. A mudança no humor dos mercados veio após um dia de negociações 'mornas'. No domingo, 1 de fevereiro, o Bitcoin negociou lateralmente durante todo o dia, apresentando uma pequena valorização seguida por uma queda e vice-versa.

No primeiro dia do mês o BTC subiu ligeiramente para US$ 9.600 mas enfrentava dificuldades para romper uma barreira de US$ 9.800. Esta dificuldade era apontada por analistas graficos como um indicador de uma possível queda, antes de um novo rali, já que os bears pareciam estar no comando.

No entanto, ao longo do dia, o BTC foi recuperando, pouco a pouco, o valor em novos patamares e após romper os US$ 10 mil, chegando a ser negociado acima de US$ 10.700 (US$ 10.600 no momento da escrita). Analista tem apontado três possíveis catalizadores desta alta.

Uma das razões, seria o inicio das negociações de derivativos de Bitcoin na Bifinex, que permitem alavancagem de até 100 vezes. Um sistema de negociação de alto risco mas que atrai muita atividade. Além disso a Coin Ann também anunciou negociações de futuros e derivativos de BTC, aumentando a exposição deste tipo de produto no mercado.

Outro ponto, seria a tão esperada Bakkt, plataforma de criptomoedas apoiada pela Bolsa de Valores de Nova York que esta 'chengando' ao mercado com negociações de futuro e anunciou um ETF institucional de BTC.

"Embora Bakkt ainda não tenha sido lançada oficialmenteo, a atitude positiva da comunidade de criptomoedas em relação ao BTC  e os derivados criptografados da Bitfinex forçaram baleias  a parar de baixar os preços", argumenta Xiu MU.

Analista também aponta que a alta pode estar ligado aos lançamentos da Tether, que além de novas stablecoins realizou novas emisões de USDT, neste sentido, pesquisas apontam  uma forte correlação entre a emissão do USDT e o preço do BTC, sendo que muitos analistas acreditam que o USDT desempenha um papel importante no suporte ao valor do Bitcoin.

Há também a mineração, recentemente a taxa de hash, que mede o poder de computação geral envolvido no processamento de transações do Bitcoin, passou de 80 quintilhões de hashes por segundo em agosto e atualmente está em pouco menos de 90 quintilhões. Em julho de 2018, o número era de cerca de 40 quintilhões.

Os numeros indicam uma grande expectativa de valorização no preço do BTC por parte dos mineradores que aguardam uma alta massiva por conta do halving que irá reduzir a recompensa por bloco minerado pela metade, diminuindo o volume de Bitcoins em circulação.

Como noticiou o Cointelegraph, os ganhos de 12% na semana animaram os analistas, que abandonaram a perspectiva de baixa para apostas na sequência do movimento ascendente. Uma desaceleração no crescimento pode ter arrefecido as aspirações, mas os mercados agora esperam que outros eventos externos influenciem o comportamento das criptos. 

Para Filb Filb, um conhecido trader de Bitcoin, o lançamento da plataforma de negociação institucional Bakkt no fim de setembro pode ser o momento mais perto para esta mudança.

"O Bitcoin continua a se consolidar acima de US $ 10.000", ele resumiu em comentários privados, acrescentando:

“Muitas pessoas esperam receber lances abaixo de US$ 9.000; o mercado raramente consegue o que quer e não ficaria surpreso se elas fossem obrigados a comprar mais. Mas vamos ver o que acontece com o lançamento do Bakkt. "