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Lucas Caram
Escrito por Lucas Caram,Editor da Equipe
Rafaela Romano
Revisado por Rafaela Romano,Ex-editor da equipe

Banco Central libera banco digital da Caixa com 100 milhões de contas e promete lançamento em seis meses

Banco Central autorizou novo banco da Caixa, baseado na bancarização em massa do auxílio emergencial.

Banco Central libera banco digital da Caixa com 100 milhões de contas e promete lançamento em seis meses
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O Banco Central autorizou o lançamento do novo banco digital da Caixa Econômica Federal, baseado na bancarização em massa do auxílio emergencial contra o vírus.

Desde o lançamento do aplicativo Caixa Tem, criado para ajudar no envio do auxílio à população durante a pandemia, já foram mais de 105 milhões de contas abertas, que devem formar a base do banco digital.

Apesar do governo federal ter sido contra o auxílio no início da pandemia, o ministro Paulo Guedes logo mudou de ideia ao se deparar com a bancarização em massa da população, que até maio já formava 60 milhões de contas no Caixa Tem. A intenção de Guedes seria privatizar o banco no futuro breve.

O banco deve ser comandado pela atual vice-presidente de logística da Caixa, Thays Sintra, que deve deixar a estatal para se dedicar à nova iniciativa.

Segundo o presidente da Caixa, o novo banco digital deve oferecer três serviços principais:pagamento de benefícios sociais, liberação de microcrédito para os ex-beneficiários do auxílio governamental e crédito mobiliário para famílias de baixa renda.

Segundo estimativas, o microcrédito deve abranger 10 milhões de brasileiros, enquanto o crédito imobiliário deve contemplar mais 5 milhões.

O banco digital, que agora depende da documentação da Caixa para avançar e deve ser lançado nos próximos seis meses, deve ser integrado ao app Caixa Tem, que ganhará novas funções, como o acesso às contas digitais do novo banco, além de consulta de benefícios sociais como fundo de garantia, programas de integração social e seguro-desemprego. 

A nova instituição financeira deve funcionar separada da caixa e passar por um processo de abertura de capital no Brasil e no exterior, mas isso ainda depende de aprovação do conselho da Caixa e do Banco Central.

Recentemente, o governo Bolsonaro entrou em colisão com a diretoria de outro banco estatal, o Banco do Brasil, depois que o banco anunciou reformulação com demissões e fechamento de agências. No fim da semana, o presidente do BC conseguiu dobrar Bolsonaro, que por enquanto não intervirá no BB.

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