O Banco Central do Brasil (BC) anunciou que vai promover na próxima terça-feira, 30/11, das 11h às 12h30, o webinar “Tecnologias para emissão e compatibilidade com arranjos existentes”, com a participação de representantes da ConsenSys,uma das principais empresas ligadas a Ethereum (ETH) e o consórcio de blockchain R3, responsável pelo blockchain Corda.

Será o sétimo e último webinar da série “O Real Digital”, que teve início em julho deste ano e debateu junto à sociedade as diretrizes gerais de uma moeda digital para o Brasil, publicadas pelo BC em maio.

Com transmissão pelo Canal do BC no YouTube, o enceramento da série de webinars será feito pelo Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

A mesa redonda será composta por Matthieu Saint Olive, Gerente de produto da ConsenSys; Ricardo Correia, Chefe global de moedas digitais na R3; e Seidemann Wolfram, Diretor-executivo da G+D Currency Technology. A moderação do painel ficará a cargo de Aristides Andrade Cavalcante Neto, Chefe adjunto do Departamento de Tecnologia da Informação do BC.

No webnar o BC irá debater como o Real Digital poderá ser integrado com os sistemas de contratos inteligentes das blockchain publicas e privadas atuais. Além disso, a proposta do BC é entender como o atual ecossistema de finanças descentralizadas (DeFi), NFTs e até o metaverso podem ser integrados com a plataforma do Real Digital do BC.

Real Digital tem 2022

Recentemente Roberto Campos Neto, confirmou que o regulador irá, a partir do ano que vem, lançar a primeira versão do Real Digital, a moeda digital do Brasil.

Segundo afirmou Campos Neto durante uma palestra no Meeting News, organizado pelo Grupo Parlatório, esta primeira versão será uma prova de conceito para o BC avaliar diversos aspectos referentes ao modelo de CBDC proposto pela instituição. Além disso o BC pretende testar diferentes plataformas para o CBDC, inclusive com o uso de blockchain

No entanto, o presidente do BC afirmou que uma versão final do Real Digital deve ser lançada aos brasileiros somente em 2024, quando o PIX e o Open Banking estiverem mais maduros e, desta forma, habilitando o sistema do CBDC nacional.

Ainda durante o Campos Neto voltou a afirmar que o BC estuda formas de regulamentação para as criptomoedas, no entanto, com foco em veículo de investimento e não como moeda.

“Já começa a afetar até as contas nacionais, o que significa que virou um instrumento relevante de investimento e está afetando o balanço de pagamentos do Brasil já que os numeros da importação de criptoativos estão inseridos na balança comercial”, afirmou ele.

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