Bancos canadenses, cautelosos com as origens dos ativos da QuadrigaCX, citam questões relacionadas à lavagem de dinheiro

Bancos canadenses demonstram hesitação sobre o gerenciamento dos ativos da cripto exchange QuadrigaCXinformou a emissora pública nacional CBC em 22 de fevereiro.

QuadrigaCX enfrentou dificuldades financeiras após a morte súbita de seu fundador Gerry Cotten, que era o único supostamente com acesso às carteiras frias da bolsa.

Como a Cointelegraph informou no início desta semana, a QuadrigaCX enviou seus ativos cripto remanescentes de suas carteiras quentes para a empresa de auditoria Big Four Ernst & Young, que é monitor apontado pelo tribunal que supervisiona o caso. Durante a audiência de sexta-feira, advogados do Bank of Montreal e da empresa de auditoria afirmaram que os bancos estão desconfortáveis ​​em administrar os fundos, citando a incerteza de sua origem.

Elizabeth Pillon, advogada representando a Ernst and Young, é citada pela CBC dizendo que não culpa os bancos por sua hesitação, já que há supostamente indícios problemas de lavagem de dinheiro. Pillon também noticiou:

"O monitor tem sérias preocupações sobre encontrar outra instituição para manter esses fundos."

De acordo com o artigo, no final da audiência de sexta-feira, o juiz Michael Wood, do Supremo Tribunal da Nova Escócia, emitiu uma ordem que acabará por ver o dinheiro da QuadrigaCX depositado numa conta do Royal Bank.

A Ernst and Young usará esses fundos para pagar os processos judiciais em andamento, e "o dinheiro também pode ser usado para compensar parcialmente 115 mil usuários da bolsa QuadrigaCX, que deve a esses usuários aproximadamente US$ 260 milhões" em criptomoedas e dinheiro, observa a CBC.

A indisposição para manter os fundos da QuadrigaCX também se manifestou durante o tempo de suas operações, quando a exchange não conseguiu obter uma conta bancária por causa da relutância dos bancos e, em vez disso, recorreu a processadores de pagamento de terceiros.

Como a Cointelegraph informou em novembro do ano passado, quando o Canadian Imperial Bank of Commerce congelou as contas do processador de pagamento, o tribunal decidiu em favor do banco, alegando preocupações sobre a identificação das identidades dos proprietários dos fundos.