A B3, empresa que comanda a Bolsa de Valores do Brasil, foi convidada para falar sobre Bitcoin e criptomoedas na Câmara dos Deputados, conforme requerimento do deputado federal Expedito Netto (PSD-RO) aprovado em 9 de outubro.

Além da Bolsa de Valores do Brasil também foram convidados a falar sobre o tema a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), ambas integrantes do sandbox que deve ser lançado em 2020 e que pode permitir processos de tokenização e emissão de criptoativos em ambiente regulado.

No caso da B3, após fazer um breve aceno positivo ao Bitcoin em 2017, quando declarou que estudava o possível lançamento de um produto de negociação baseado em BTC, a empresa nunca mais falou publicamente sobre a proposta.

Embora evite abordar publicamente assuntos como criptoativos e blockchain, informações não confirmadas pela B3 dão conta de que a empresa vem desenvolvendo produtos baseados em DLT com o R3 e com o Hyperledger.

Sobre criptomoedas, a Bolsa também estaria de olho no sandbox regulatório da CVM e poderia participar por meio de uma parceria com fintechs, mas, até o momento, não há confirmação das partes.

Expeditto Netto, autor do requerimento, deseja que tanto a B3, quanto a CVM e a SUSEP, tragam seus pensamentos sobre criptomoedas e a melhor forma de abordagem do assunto. Informações, segundo ele, importantes para ajudar nos trabalhos da comissão que analisa o Projeto de Lei que visa regulamentar o assunto.

“Compartilhem com esta comissão as suas preocupações e sugestões com relação ao uso de moedas virtuais e das novas tecnologias digitais. Além disso, solicita-se que sejam compartilhados com esta comissão eventuais estudos em andamento ou finalizados, além da experiência internacional e das boas práticas com relação à utilização das moedas digitais e das novas tecnologias digitais, dentro de seu âmbito de atuação”, diz o deputado.

Como noticiou o Cointelegraph, o relatório de Expedito Netto, programado para ser entregue em novembro deste ano, deve ficar para 2020 na medida em que o deputado deseja participar de dois eventos no exterior antes de emitir seu parecer.