A startup brasileira Swap, que tem como principal objetivo ajudar empresas a entrar no setor fintech, levantou R$ 17,5 milhões em uma rodada de financiamento recente.

A Swap oferece cartões pré-pagos e carteiras virtuais a empresas que querem oferecer serviços financeiros digitais a seus clientes, recebeu o aporte em rodada liderada pelo fundo ONEVC, com participação dos fundadores do IFood, da Yellow e da 99.

Segundo matéria do Pequenas Empresas & Grandes Negócios, os recursos vão ser destinados a fortalecer a estrutura da Swap e ampliar sua carteira de clientes.

Desde a eclosão da pandemia de coronavírus, a fintech viu a demanda crescer e prepara agora o lançamento de uma nova oferta de cartões pré-pagos. 

Criada por empresários que já tinham experiência no mercado de startups, a Swap surgiu da experiência de dois de seus criadores, Douglas Storf e Ury Rappaport na startup de mobilidade urbana 99.

Storf diz que a pandemia impactou as empresas, que buscaram soluções digitais para atenuar os danos:

"Muitas empresas tiveram um impacto grande em sua principal linha de receita. Assim, viram a necessidade de monetizar ainda mais sua base de usuários"

Os empresários queriam uma solução de pagamentos própria para oferecer à 99, que dependia de provedores financeiros para atender motoristas e passageiros.

Depois do desenvolvimento do negócio, eles ampliaram o atendimento para todas as empresas que querem oferecer serviços financeiros digitais, inspirados em outras startups dos Estados Unidos.

Storf explica:

"Quem tem acesso ao sistema bancário costuma se apoderar de todo o valor gerado. Isso não é justo para empresas que investiram na aquisição dos usuários e gerenciam boa parte das dores que acontecem nas transações. Aquele fluxo financeiro passa lá por que elas existem"

O negócio captou seus primeiros clientes em julho de 2019. Desde então, a empresa tem composto seu portfólio de clientes com outras fintechs, marketplaces e varejistas online que buscam ampliar seus pontos de contato com os clientes:

"O problema de acesso a infraestrutura tecnológica para fornecer serviços financeiros era maior do que imaginávamos e ainda mais grave em empresas menores. Só existia solução com custo inviável"

A empresa deve ainda passar por alguns desafios para começar a ter receitas positivas com o negócio:

"Existe um custo alto para manter nossa infraestrutura, desde acordos comerciais e centros de dados até pessoas. O dinheiro serve para manter nossa operação e continuar escalando até sermos unitariamente eficientes"

LEIA MAIS