Uma versão digitalizada da bandeira do Brasil, formando uma espécie de mosaico composto por mil partes, as quais deverão ser preenchidas com fotos de pessoas, deverá ser enviada a um servidor localizado na Lua pela agência espacial dos Estados Unidos, a Nasa. Os postulantes interessados em ter suas fotos em solo lunar precisam adquirir um dos mil tokens não fungíveis (NFTs) disponibilizados no marketplace do aplicativo da exchange de criptomoedas brasileira Monnos, já que os criptoativos funcionam como utility NFTs (NFTs de utilidade), que irão destravar o envio das fotos entre outros benefícios que compõem o “Brasil 200”, nome da coleção de NFTs e também do projeto ao qual ela está vinculada.
Trata-se da primeira missão espacial brasileira até a Lua, um projeto que envolve executivos, empresários e cientistas brasileiros e que também conta com as parcerias da Seldor Capital, Airvantis, StormGroup e Instituto Garátea, além da Monnos. O Brasil 200, nome alusivo ao bicentenário de independência do Brasil, acontece na esteira dos Acordos Artemis, que representam uma espécie de cooperativa entre os Estados Unidos e as nações parceiras para o progresso das metas de exploração lunar feita pela Nasa.
No caso dos NFTs, os criptoativos estão relacionados ainda à captação de recursos para o projeto, cujo roteiro contempla um experimento na órbita da Terra em 2023, um experimento na superfície da Lua em 2024, o envio de um satélite orbitando a Lua em 2025 e outras novidades prometidas a partir de 2026, pelo que consta no roteiro do projeto.
No caso dos colecionáveis, que inicialmente não podem ser transferidos para outras carteiras ou negociados em marketplaces, além de só poderem ser adquiridos em reais, inclusive via Pix, os utility NFTs estão divididos em três níveis, ouro, prata e bronze, que, respectivamente, possuem três, duas e uma Lua, sendo que a quantidade de Luas diz respeito ao nível de raridade e, consequentemente, ao acesso ao programa de benefícios, os quais o projeto prometeu anunciar em breve.
Utility NFTs preveem fotos na bandeira brasileira na Lua. Imagem: Divulgação/Monnos
A compra dos NFTs acontece por meio da conexão da carteira Metamask ao aplicativo da Monnos, que informou que os colecionáveis foram cunhados na rede Polygon (MATIC). Em relação aos preços, pelo que exibiam algumas imagens ilustrativas no site da Monnos, o exemplar #14 (Fat Man), cuja raridade é de nível três (ouro), estava precificado em RS$ 776,25. Também era possível visualizar alguns exemplares de nível um (bronze) com preços de R$ 258,75 cada um.
“Todas nossas coleções de NFTs terão benefícios ou utilities. Ou seja, não será apenas arte, mas algo com valor embarcado, como propósito, filantropia e outros. Acreditamos que assim, as pessoas podem participar e tangibilizar melhor esta disrupção”, explicou o CEO da Monnos, Rodrigo Soeiro.
Quem também se inspirou no dia 7 de setembro para lançar sua coleção de NFTs foi o projeto “Brasil Com S”, que promete levar a cultura brasileira para um espaço exclusivo no metaverso, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.
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