Temendo uma possível piora no cenário econômico do Brasil os investidores nacionais realizaram saques em massa nos fundos de investimento nacionais.

No total, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) foram mais de R$ 91,1 bilhões retirados no período.

Porém, diferente do Bitcoin que conseguiu recuperar seu valor o mercado de ações no Brasil  patina em sua recuperação.

“Os fundos de renda fixa já vinham perdendo a atratividade há algum tempo devido às reduções da taxa de juros e a expectativa de manutenção por um período longo”, disse Carlos André, vice-presidente da Anbima, ao Infomoney.

Além disso, segundo André, as incertezas e a instabilidade na economia é o que vem impulsionando os resgastes.

"(...) especialmente dos fundos utilizados pelos investidores como reserva de emergência. Parte deste dinheiro, provavelmente, foi direcionada para conta corrente para pagamento de despesas”, disse.

Medo fez investidores perderem no Brasil

A necessidade de recursos devido ao coronavírus aliado ao medo de diversificar posições tem feito os investidores perderem oportunidades no Brasil.

Por exemplo, segundo o Boletim de Risco da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) os investidores brasileiros se tornaram mais 'conservadores' no período e, portanto, avessos ao risco.

Assim, esta atitude fez com que os investidores perdessem a oportunidade de diversificar seu portfólio.

Desta forma, acabaram não optando por exposição em ativos não correlacionados (como Bitcoin e criptomoedas).

Portanto acabaram prejudicando a estratégia de gestão de risco, possivelmente, aumentando o prejuízo dos investidores.

Assim, caso tivessem diversificado o Portfólio com criptoativos a diversificação teria reduzido o prejuízo dos investimentos no mercado tradicional já que o Bitcoin subiu mais de 100% desde a quinta feira negra.

No mesmo período, em Abril, as exchanges de Bitcoin no país viram seus volumes de negociação crescerem exponencialmente chegando a registrar até 200% de aumento.

Mostrando assim, que enquanto o mercado tradicional "sofreu" no mês o mercado de criptoativos cresceu no pais impulsionado pela expectativa com relação ao halving.

Medo ou estratégia?

No caso do mercado de criptomoedas, também houve uma liquidação massiva de posições, possivelmente temendo uma cenário incerto com relação ao halving.

O fato ocorreu em 10 de maio, um dia antes do halving, quando mais de US$ 295 milhões foram liquidados em posições na BitMEX.

Contudo, diferente do caso nacional, relacionado ao mercado tradicional, no caso da BitMex é impossível determinar se a liquidação foi seguida por pedidos de retirada ou foi apenas um reposicionamento de estratégia aguardando os desdobramentos do halving.

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