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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Criptomoeda brasileira ligada ao cultivo de cânhamo anuncia listagem em exchange internacional

Token será adicionado nos próximos dias à plataforma de negociações spot da TruBit.

Criptomoeda brasileira ligada ao cultivo de cânhamo anuncia listagem em exchange internacional
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A startup brasileira Kanna, que une a tecnologia blockchain e o mercado do cânhamo, anunciou nesta quinta-feira (15) uma parceria a TruBit para listagem do Kanna Coin (KNN), utility token da Kanna, na plataforma de negociações à vista (spot) da exchange global de criptomoedas, presente em 18 países.

O cânhamo é uma planta da família da cannabis que contém no máximo 0,3% de tetrahidrocanabinol (THC), princípio ativo que causa efeitos psicoativos, comparado aos até 30% de THC encontrados na maconha, considerada por especialistas como a planta do futuro.

De acordo com a empresa, a Kanna permite a validação da produção de cannabis para demonstrar que a produção é legal e regulada, e que produtores não tem envolvimento algum com o tráfico de drogas. O que é feito através da Web3 para que a própria comunidade faça a auditoria das plantações de cannabis.

A entrada do KNN no mercado internacional está relacionado com um dos principais objetivos da empresa, no caso a desmistificação da cannabis e vencer a desconfiança dos consumidores e organizações com ajuda dos registros da cadeia produtiva em blockchain. Com a expansão, a Kanna estima aumentar o nível de conscientização e regulação de projetos de cannabis e continuar construindo uma comunidade descentralizada, em que pessoas de todo o mundo possam participar e ajudar a impulsionar práticas sustentáveis de cultivo.

Para o CEO da Kanna, Luis Quintanilha, o mercado da cannabis vive um momento em que precisa gerar mais confiança e transparência, principalmente para favorecer aqueles que fazem uso medicinal. 

“Precisamos evidenciar os benefícios da cannabis para a sustentabilidade, regeneração de solos e qualidade de vida. Um mercado regulado pautado em boas práticas e na desconstrução da imagem da cannabis pode gerar muitos benefícios para as pessoas e o mundo, tais como: medicamentos de qualidade, benefícios ambientais, diminuição do crime, desestigmatização, empregos, entre muitos outros, afirmou.

Quintanilha também está de olho em um mercado que deve chegar a US$ 105 bilhões até 2026, de acordo com estudo de 2021 da Prohibition Partners. No Brasil, a Kanna já permite que qualquer pessoa valide se os documentos apresentados pelos produtores de cannabis estão com todas as informações regularizadas. Segundo a empresa, todo o processo foi criado para garantir a governança em um ramo de negócios que ainda é bastante sensível na sociedade. 

O representante da Kanna acrescentou que as certidões que os produtores precisam apresentar servem, em primeiro lugar, para demonstrar que a produção é legal e regulada, e que o fazendeiro não tem envolvimento algum com o tráfico de drogas.

Há pouco menos de um ano, o Mercado Bitcoin também listou o primeiro token focado no cultivo sustentável de cânhamo do país, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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