A Wuzu, especialista na criação de de exchanges de Bitcoin e criptomoedas, está realizando uma rodada de 1,7 milhão de reais, dos quais 1 milhão serão ofertados através de crowdfunding.
O restante, será complementado, segundo a empres, por investidores institucionais.
O foco da captação é fortalecer a área de vendas da Startup e ampliar os mercados atendidos.
Em sua rodada seed, a Wuzu já recebeu investimento dos fundos Duxx, Superjobs, Bossanova e investidores anjo num total de R$ 3,5 milhões.
“O objetivo desta rodada é ampliar nossa presença no mercado, atingindo outras frentes, como títulos públicos e energia, oferecendo nossa solução de balcão eletrônico de ativos a mercados ainda carentes nesse quesito”, explica Anderson Nery, CEO da Wuzu.
Exchange de Bitcoin
A Wuzu possibilita negociações eletrônicas a qualquer ativo padronizável, com infraestrutura de bolsa, na qual é possível criar uma nova plataforma completa em até 2 horas.
O sistema da Wuzu é conectado a diversas blockchains, permitindo a negociação de criptomoedas e ativos tokenizados.
Atualmente, no Brasil, grande parte das negociações de balcão ainda ocorrem pelo telefone.
Muitos ativos ainda têm demanda latente por plataformas eletrônicas, sendo um mercado com grande potencial para a expansão de soluções digitais. O diferencial da Wuzu em relação a outras empresas, como a B3, é oferecer a solução de negociação dentro da sua infraestrutura como um serviço.
O foco é entregar a plataforma para ser operada diretamente pelas instituições, de maneira acessível em relação a prazo e custo, principalmente.
OTC
O objetivo da startup é replicar a transformação que a Nasdaq realizou no mercado norte-americano entre 1970 e 1990, iniciando como uma peça na infraestrutura de negociação de ativos ilíquidos (OTC) e depois evoluindo para uma Bolsa de Valores regulada.
Ainda hoje, a Nasdaq possui mais de 20% de seu faturamento oriundos da solução de Exchange SaaS, e esse é o principal produto da Wuzu, que já está em uso pelo BTG Pactual desde fevereiro deste ano.
A Wuzu auxiliou o BTG na oferta primária e no balcão eletrônico do ReitBZ, provendo a camada de infraestrutura que permite a negociação e registro do ativo.
Os recursos captados serão utilizados para expansão especialmente no mercado secundário voltado a cotas de startups, assim que regulado pelas autoridades do setor CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
Trata-se da criação de um embrião de uma Bolsa de Valores voltada para startups, sendo que a Wuzu já possui a tecnologia necessária.
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