A fintech brasileira Liqi, com o intuito de incentivar o desenvolvimento e a popularização do Bitcoin (BTC), está pagando um bônus mensal para seus funcionários em BTC. Assim, além do salário, todos os funcionários da empresa que tem como foco a tokenização de ativos, recebem 3% a mais em BTC.

Segundo revelou ao Cointelegraph Daniel Coquieri, um dos fundadores da fintech, a iniciativa da empresa começou a partir de uma pesquisa interna realizada com todos os colaboradores que constatou que menos de 30% dos funcionário da empresa nunca haviam tido qualquer experiência com Bitcoin.

Ainda segundo Coquieri, ao invés de conversar com os funcionários e pedir para eles comprarem Bitcoin e criptomoedas a empresa fez o contrário, resolveu pagar um bônus em Bitcoin para incentivar o aprendizado e também a adoção e popularização dos criptoativos.

"Para além do benefício financeiro a proposta é que todos os funcionários estejam engajados na tecnologia, entendam o que é criptomoeda, o que é blockchain e vivam na pele, todo dia, o que é este mercado. E nada melhor do que você ter Bitcoin para acompanhar e estar atento com todos os desdobramentos deste mercado", revelou Coquieri.

Coquieri também revelou que a iniciativa da Liqi mostra que a empresa acredita não só no potencial do Bitcoin mas em toda a filosofia em torno das criptomoedas. Além disso, ele disse que a proposta da empresa pode incentivar outras companhias do setor e, com isso, movimentar ainda mais o mercado.

"Quem sabe até, no futuro, nós na Liqi e até outras empresas, ao invés de pagar um plano de previdência para seus funcionários, vamos construir uma previdência com Bitcoin e quando o funcionário aposentar ele retira todo aquele BTC e faz com ele o que bem entender. Imagina se isso tivesse começado em 2010? Só nestes 10 últimos anos muita gente teria uma aposentadoria melhor do que qualquer sistema de previdência do mundo", disse.

O co-fundador da Liqi revela no entanto que há algumas regras junto com o benefício, como não vender o Bitcoin durante 12 meses.

"A proposta é engajar cada vez mais pessoas neste universo e mostrar que as criptomoedas inauguram uma nova forma de organização monetária na qual o indivíduo é o centro e não um Banco Central ou uma instituição financeira", finaliza.

Tokenização

Recentemente o Coritiba Foot Ball Club, um dos principais times do Paraná, anunciou que a venda de sua criptomoeda foi um sucesso e em menos de 8 dias todos os 33 mil tokens disponibilizados pelo clube na plataforma Liqi foram vendidos.

Coritiba Token - Piás do Couto é uma criptomoeda composta por uma cesta de jogadores do time do Paraná e na qual os detentores do token são recompensados por meio do Mecanismo de Solidariedade da FIFA.

Ofertado através da plataforma Liqi, o Coritiba Token foi lançado a custo de R$17,50 com compra mínimo de R$25,00 para investidores e torcedores, e os mais de 33 mil tokens foram vendidos, gerando uma receita de R$585.435,20.

"O mercado de investimentos em tokenização ainda é novo para muitas pessoas no meio do futebol, mas pouco a pouco vem ganhando espaço e revolucionando o relacionamento entre clube, torcedores e investimentos. Neste primeiro momento, pudemos ver que a ideia foi abraçada com carinho e a tendência é que evoluamos nas próximas aberturas, reforçando a proposta da Liqi de desburocratizar o acesso aos investimentos" diz Daniel Coquieri, CEO e fundador da startup Liqi.

Segundo anunciou o time, o objetivo é levar ao torcedor a possibilidade de investir no seu clube do coração e, em contrapartida, beneficiá-lo com a oportunidade de ter um rendimento do seu financiamento para desenvolver o time.

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