A pequena cidade de Santiago localizada no interior do Rio Grande do Sul criou uma moeda social que está impactando o processo de coleta de resíduos orgânicos, segundo o Mídia Ninja.

Assim, além de beneficiar o meio ambiente com o controle de parte do lixo produzido pela cidade, a moeda social Pila Verde pode ser considerada um projeto de economia solidária, promovendo um aquecimento para a economia local.

Criada há apenas três meses, a Pila Verde é utilizada em um ecossistema de produção de adubos orgânicos que conecta o produtor rural ao lixo orgânico produzido pela população de Santiago - RS.

Moeda social

A moeda social Pila Verde de Santiago - RS foi criada para monetizar a recolha de lixo orgânico, até então era descartado através do lixo comum. Assim, além de recolher o lixo, o projeto financia a produção de adubo orgânico com preço reduzido para produtores rurais do local.

De acordo com a proposta, a prefeitura municipal de Santiago - RS paga 1 unidade de pila verde para cada 5 quilos de lixo orgânico vendidos pelos moradores. E cada unidade da moeda social equivale a R$ 1.

O dinheiro criado na cidade pode ser utilizado em feiras orgânicas, sustentando assim o funcionamento da pila verde criada naquela cidade. Sendo que os agricultores podem comprar adubo orgânico da prefeitura, através da moeda social.


Moradores recebem moeda social pila verde (Reprodução/Prefeitura de Santiago)

Em entrevista ao Mídia Ninja, Dan Martins que é coordenador de resíduos do município explica que qualquer resíduo orgânico pode ser levado para o posto de coleta, criado para o projeto da pila verde.

“As pessoas poderão vender cascas de frutas, legumes e erva mate, que é tradição do gaúcho tomar muito chimarrão e representa uma grande fatia do lixo orgânico.”

Pila Verde

A pila verde consegue sustentar toda a cadeia de produção através do recolhimento de lixo orgânico, ao ser usada pelos agricultores para comprar adubo orgânico produzido pela prefeitura de Santiago - RS.

O adubo ‘financiado’ pela pila verde é vendido aos agricultores por R$ 30 a tonelada, ou seja, um valor três vezes menor que outros fornecedores do produto na região, onde cada tonelada de adubo pode custar R$ 90.

O coordenador de resíduos de Santiago - RS afirma que existe uma “fila de produtores” que aguarda pelo adubo orgânico produzido pelo projeto da moeda social.

“Temos uma fila de produtores esperando adubo, que deve zerar até o final do mês, quando atenderemos a todos.”

Dessa forma, a moeda social representa economia de dinheiro não somente para o agricultor, como também para a administração da cidade gaúcha. Segundo levantamento da cidade, até então a prefeitura pagava R$ 0,50 para cada quilo de lixo recolhido.

Com o programa da moeda social pila verde, além de promover a economia local, a prefeitura de Santiago - RS desenvolveu um projeto que protege o meio ambiente. Em três meses mais de três mil pilas verdes já foram distribuídas, e o processo de recolhimento do lixo orgânico deve ser estendido para outros bairros em Santiago - RS, além de outras cidades futuramente.

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