Brasileira BLP criou fundo com Bitcoin e criptomoedas regularizado pela CVM e destinado a investidores do varejo

A BLP Asset criou o primeiro fundo de investimento em Bitcoin e criptomoedas, destinado ao mercado de varejo e aprovado pela Comissão de Valores Mobiliários do Brasil, CVM, conforme levantamento revelado pelo Cointelegraph em 05 de agosto.

Focada exclusivamente em “investimentos alternativos” a BLP Asset foi fundada em 2010 por executivos que foram sócios do Banco Garantia/Credit Suisse que conheceram os criptoativos em 2016 e lançaram seu primeiro fundo em Janeiro de 2018 e já angariou aprovação da CVM para oferecer investimentos em criptomoedas para o varejo.

Embora a empresa seja nacional, o Genesis Block Fund, foi constituído no exterior (Ilhas Cayman) para atender as diretrizes da CVM. É nele que está baseado o BLP Criptoativos FIM, destinado a investidores do varejo, sendo o primeiro e único do tipo no Brasil.

"Estamos empenhados em possibilitar que nossos clientes aprendam cada vez mais sobre este mercado”, diz Pedro Padilha, sócio e head de seleção de fundos na Genial Investimentos.

O Fundo já conta com 876 investidores e R$ 6 milhões aplicados em Bitcoin, Litecoin, Ethereum, EOS, entre outras. É possível investir no fundo a partir de R$ 1 mil. A empresa aloca 20% dos recursos do FIM no fundo GBF. O restante é diversificado em títulos públicos, principalmente aqueles atrelados à Selic.

Para Axel Blikstad, sócio da BLP,  há uma grande diferença em investir em um fundo de ações comparando a um fundo de criptomoedas, sendo que a principal delas é a correlação já que o mercado de criptoativos é pouco ou quase nada afetado pelas variantes que impactam o mercado tradicional de ações.

“Isso é uma grande vantagem das criptomoedas porque elas, geralmente, não dependem e não são afetadas por outros mercados. O potencial de retorno pode ser muito maior que qualquer ação tradicional”, diz o executivo.

O GBF por sua vez é constituído de 80% das dez maiores criptomoedas pelo critério de valor de mercado, e o restante em criptoativos de menor valor ou ICOs (Initial Currency Offer), com grande potencial de crescimento. 

Os fundos da BLP estão sobre a regras da Instrução 555 da CVM e como revelou a autarquia ao Cointelegraph, a empresa, assim como o fundo estão registrados e regularizados junto a instituição.

O projeto da Genial na área de criptoativos começou após a compra de 18% da FinChain - empresa especializada em blockchain, criptomoedas e ofertas iniciais de moedas, dona da corretora FlowBTC.

Alexandre Vasarhelyi, CFA, Sócio da BLP e também responsável pela gestão dos fundos de criptomoedas, destacou que além do BLP Criptomoedas há o BLP Crypto Assets, destinado para investidores profissionais, no qual 100% dos recursos é investido em criptoativos. Também regulamentado pela CVM, a iniciativa também é inédita no Brasil e já conta com R$ 5 milhões investidos e 36 investidores.

“Dado o enorme potencial de crescimento, baixa correlação e alta convexidade achamos que todos investidores deveriam ter uma exposição de até 2% do seu portfólio nesta classe de ativos. Pode ser mais arriscado não ter, do que ter uma pequena exposição a esta nova tecnologia.”

Como reportou o Cointelegraph, a Mastercard parece estar se esforçando para entrar no espaço de carteira cripto, com novos anúncios de emprego para o desenvolvimento de produtos relacionados a blockchain e criptomoeda. De acordo com as vagas de emprego da gigante dos pagamentos atualizadas em 2 de agosto, a empresa está procurando contratar para as seguintes funções:

Diretor, Gerente de Produto - Cripto Moeda/CarteirasDiretor, Desenvolvimento de Produto e Inovação - Soluções de Arquitetura Blockchain e  VP, Gerenciamento de Produto - Blockchain/Cripto.