A plataforma para o acompanhamento da cadeia produtiva da soja em blockchain chamada Covantis, lançada em fevereiro, negociou 25 milhões de toneladas de soja nos últimos dois meses, segundo a Istoé.

A plataforma blockchain apoiou acordos que já representam entre 35% e 45% do total de exportações de soja no Brasil, segundo o executivo comercial da Covantis, Sorin Albeanu. Ele ressalta no texto o desafio de introduzir tecnologias disruptivas em um mercado que funciona da mesma forma há décadas:

“Pessoas da América do Sul… Europa, Ásia, América do Norte estão conectadas à plataforma para trocar dados, e isso é apenas o começo. O plano é continuar crescendo para maximizar a liquidez, os fluxos. É um processo… Estamos trazendo inovação para algo que não mudou por décadas”

O crescimento da plataforma, que reúne gigantes do setor como Bunge, Cargill, Cofco, Louis Dreyfus e Viterra, contou com a adesão de mais dez empresas agrícolas em março.

Hoje, as empresas que usam a plataforma foram responsáveis por 75% das exportações de soja e milho no Brasil em 2020.

Para este trimestre, a Covantis planeja a chegada de mais quatro ou cinco grupos empresariais, com uma meta de reunir 87% da produção de grãos do país. No segundo semestre, o consórcio espera a chegada de mais 10 produtores para a plataforma.

Inicialmente dedicada à soja, a Covantis já planeja a adesão de produtores de milho. O presidente do Comitê de Contratos da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), Marcos Amorim, diz que a plataforma é um desejo antigo dos associados da entidade e pode até ser expandida para o mercado global a partir dos Estados Unidos:

“Com a tecnologia de blockchain você consegue manter uma grande base de dados, com segurança e com gasto pequeno”

O objetivo final da Covantis é reunir toda a exportação de soja no Brasil na plataforma blockchain, que é registrada no ecossistema Ethereum através da ConsenSys.

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