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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Brasil retira R$ 3,4 milhões em mais uma semana otimista dos fundos de criptomoedas

Investidores nacionais sinalizam realização de ganhos, já que os produtos de investimento baseados em criptmoedas fecham quarta semana consecutiva no azul.

Brasil retira R$ 3,4 milhões em mais uma semana otimista dos fundos de criptomoedas
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Os investidores do Brasil retiraram líquidos US$ 600 mil, R$ 3,4 milhões, de fundos de criptomoedas no acumulado semanal de sexta-feira (9). O que apontou para a realização de ganhos, já que o período registrou US$ 882 milhões em entradas líquidas globais, segundo a CoinShares.

Reprodução/CoinShares

De acordo com o relatório da gestora de criptmoedas, além do Brasil, Suécia, Canadá e Hong Kong retiraram líquidos US$ 12 milhões, US$ 8 milhões e US$ 4,3 milhões respectivamente. Em direção contrária, Estados Unidos, Alemanha, Austrália e Suécia registram respectivos aportes líquidos semanais de US$ 840 milhões, US$ 44,5 milhões, US$ 10,2 milhões e US$ 200 mil. Enquanto isso, outros países totalizaram saldo positivo de US$ 12 milhões no período.

Na avaliação da CoinShares, a quarta semana consecutiva no azul dos produtos de investimento baseados em criptomoedas foi resultado de uma combinação de fatores que antecederam o acordo comercial entre Estados Unidos e China, anunciado nessa segunda-feira. Entre eles, um aumento global de oferta de moeda M2, que inclui dinheiro em espécie e outros ativos com alta liquidez, como o Bitcoin. No caso do BTC, observou a CoinShares, o benchmark cripto foi amplamente usado como hedge nas últimas semanas, pelo medo de estagflação nos EUA, além da criação de reservas estratégicas de Bitcoin.

O relatório ressaltou que o rei das criptomoedas ainda favoreceu o acumulado de US$ 62,9 bilhões em entradas líquidas em fundos negociados em bolsa (ETFs) de Bitcoin, desde a aprovação da SEC, a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, em janeiro do ano passado.

Com a pressão compradora da semana passada, o total de ativos sob gestão (AuM, na sigla em inglês) chegou a US$ 169,25 bilhões. Nesse caso, o AuM dos investidores do Brasil superou US$ 1,43 bilhão e favoreceu a manutenção da sexta colocação global do país. Estados Unidos, Canadá, Suíça, Alemanha e Suécia fecharam a semana com respectivos AuM de 129,36 bilhões, US$ 6,04 bilhões, US$ 5,87 bilhões, US$ 5,74 bilhões e US$ 3,44 bilhões.

Na aferição de fundos baseada por criptoativos, o Bitcoin (BTC) representou US$ 867 milhões em entradas líquidas. Na sequência, fundos em Sui (SUI), Short Bitcoin, Ethereum (ETH), Ripple (XRP) e Cardano (ADA) responderam por respectivos saldos de US$  11,7 milhões, US$ 1,6 milhão, US$ 1,5 milhão, US$ 1,4 milhão e US$ 0,8 milhão.

Por gestora/fundos, o relatório destacou que os iShares ETFs (Bitcoin e Ethereum) da gestora BlackRock atraíram líquidos US$ 1,026 bilhão e representaram a maior pressão compradora da semana passada, quando o Fidelity Wise Origin Bitcoin Fund (FBTC) e os fundos da ARK 21 Shares acumularam respectivas entradas líquidas de US$ 62 milhões e US$ 46 milhões. Na direção contrária, os fundos da Grayscale e da Bitwise acumularam respectivas retiradas líquidas semanais de US$ 168 milhões e US$ 27 milhões.

Reprodução/CoinShares

Na semana anterior, os investidores nacionais retiraram R$ 1,1 milhão e se mantiveram na contramão do entusiamo global em fundos de criptomoedas, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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