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Cassio GussonCassio Gusson

Brasil faz história no hackathon global da Solana

Desempenho recorde no hackathon, aceleração internacional e integração com Wall Street colocam o Brasil no centro do ecossistema Solana.

Brasil faz história no hackathon global da Solana
Brasil

Resumo da notícia

  • Brasil alcança desempenho histórico e vira protagonista no ecossistema Solana

  • Hackathon recorde impulsiona projetos brasileiros para aceleração nos EUA

  • Solana avança na integração entre finanças tradicionais e mercados on-chain

O Brasil teve um desempenho histórico no Solana Cypherpunk Hackathon, realizado durante o Solana Breakpoint 2025, consolidando-se como um dos principais polos globais de desenvolvimento no ecossistema Solana.

O Superteam Brasil registrou números recordes: 299 participantes inscritos, 52 projetos submetidos, sete times classificados e dois projetos premiados, marcando o melhor desempenho do país em um hackathon da rede.

Segundo Fernando Shimas, Marketing e Community Lead do Superteam Brasil, os times brasileiros se destacaram especialmente em trilhas estratégicas como stablecoins e Real World Assets (RWAs), reflexo direto de um trabalho contínuo de educação, preparação e acompanhamento pré-hackathon, liderado pela comunidade, como reforça Pedro Marafiotti, Lead do Superteam Brasil.

O hackathon reuniu mais de 9.000 participantes de mais de 150 países, que submeteram 1.576 projetos, dos quais apenas 33 foram premiados. Organizado pela Solana Foundation em parceria com a Colosseum, o evento se consolidou como o maior hackathon cripto já realizado.

Entre os destaques brasileiros, a McPay conquistou o primeiro lugar na trilha de stablecoins com uma API voltada ao pagamento de agentes de Inteligência Artificial, rendendo US$ 25 mil ao time liderado pelo brasileiro Marcelo Kunze.

A Cloak ficou em terceiro lugar com uma solução de privacidade on-chain, levando US$ 15 mil, enquanto a VitalFi recebeu menção honrosa ao apresentar um protocolo DeFi que tokeniza recebíveis médicos brasileiros e permite o financiamento on-chain de serviços de saúde com USDT, gerando rendimento passivo.

Brasil e Solana

O ano de 2025 também marcou um avanço decisivo da Solana na convergência entre infraestrutura financeira tradicional e mercados on-chain. A rede registrou progressos em liquidação, produtos de investimento, derivativos e ativos tokenizados, com crescente adoção institucional.

Entre os destaques, a Visa passou a utilizar a Solana para liquidação de USDC para bancos dos Estados Unidos, enquanto ETFs de Solana registraram 12 dias consecutivos de entradas na NYSE, liderados pelo fundo da Fidelity Investments. Além disso, o J.P. Morgan executou uma emissão de commercial paper de US$ 50 milhões na rede, a Coinbase habilitou negociação DEX e acesso ampliado a tokens SOL, e o CME Group lançou futuros de Solana à vista.

Outros marcos incluíram a tokenização de ações registradas na SEC pela Forward Industries na Solana, a expansão da Ondo Finance, a preparação para a era quântica em testnet em parceria com o Project Eleven e iniciativas soberanas como a tokenização de reservas de ouro do Butão. O ecossistema também anunciou planos de expansão para a Ásia-Pacífico, com a Consensus em Hong Kong em fevereiro de 2026, e a chegada das stablecoins XSGD e XUSD via StraitsX.

Encerrando o ciclo de anúncios, a Solana confirmou que a Solana Breakpoint 2026 será realizada pela primeira vez no Reino Unido, entre os dias 15 e 17 de novembro, em Olympia, Londres.