Os investimentos líquidos do Brasil em fundos baseados em criptomoedas totalizaram US$ 4,2 milhões, R$ 25,5 milhões, no acumulado da última sexta-feira (17), quando os aportes líquidos globais representaram um saldo positivo de US$ 2,2 bilhões, segundo a CoinShares.
Reprodução/CoinShares
Na avaliação da gestora de criptomoedas, o maior volume semanal ajudou a elevar para US$ 2,8 bilhões o acumulado de 2025, sendo US$ 29 milhões, cerca de R$ 176 milhões, as participações brasileiras esse ano. Aumento de apetite que, segundo a CoinShares, está ligado à posse do presidente Donald Trump nessa segunda-feira às 14h30 (horário de Brasília), quando memecoins TRUMP e MELANIA dispararam até 13.000% e o Bitcoin atingiu nova máxima histórica.
Regionalmente, Estados Unidos, Suíça, Canadá, Austrália e Hong Kong também avançaram ao aportarem respectivos líquidos de US$ 2,099 bilhões, US$ 88,9 milhões, US$ 13,4 milhões, US$ 5,3 milhões e US$ 500 mil. Pelo contrário, Alemanha e Suécia recuaram por respectivas saídas líquidas de US$ 14,5 milhões e US$ 2,4 milhões.
Em relação ao total de ativos sob gestão (AuM, na sigla em inglês), o volume de investimentos globais chegou a US$ 171,45 bilhões, sendo o Brasil o sexto colocado com US$ 1,52 bilhão em aportes. Estados Unidos, Suíça, Canadá, Alemanha e Suécia também mantiveram suas posições com respectivos AuM de 133,38 bilhões, US$ 7,8 bilhões, US$ 6,57 bilhões, US$ 6,09 bilhões e US$ 4,06 bilhões.
Na aferição por produtos cripto, os fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) da BlackRock, iShares Bitcoin Trust e iShares Ethereum Trust, lideraram a pressão compradora com US$ 897 milhões em entradas líquidas, seguidos por Fidelity ETFs, Bitwise ETFs, ARK 21 Shares e 21Shares AG, cujos respectivos aportes líquidos foram US$ 680 milhões, US$ 216 milhões, US$ 205 milhões e US$ 79 milhões, enquanto outros fundos cripto totalizaram US$ 233 milhões. Na contramão, os produtos de investimento cripto da gestora Grayscale totalizaram US$ 145 milhões.
O levantamento por criptoativos mostrou que o Bitcoin (BTC) representou US$ 1,9 bilhão de entradas líquidas, seguindo por Ethereum (ETH), XRP, cestas multiativos, Solana (SOL), Chainlink (LINK), Cardano (ADA) e Litecoin (LTC), cujas respectivas entradas líquidas foram de US$ 246,2 milhões, US$ 30,8 milhões, US$ 2,7 milhões, US$ 2,5 milhões, US$ 2,8 milhões, US$ 0,5 milhão e US$ 0,5 milhão.
Reprodução/CoinShares
Na semana anterior, o país comprou a queda do Bitcoin e investiu R$ 132 milhões em fundos de criptomoedas, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.