O Brasil é o lugar perfeito para a implementação de soluções tecnológicas voltadas ao mercado financeiro, como blockchain, criptomoedas, tokens, entre outros, destacou a Deloitte em um artigo publicado em 10 de fevereiro no Jornal Valor Econômico.

Segundo a empresa, há uma grande parcela da população no país sem acesso aos serviços bancários, contudo, esta mesma população possui smartphones e acesso a internet mostrando que o 'centro' do poder financeiro não está mais nas agências físicas mas no mundo 'digital'.

“O Brasil é um lugar favorável para quem deseja atuar com soluções tecnológicas financeiras, como as fintechs, porque há uma grande parcela da população que está desbancarizada que possui smartphones com acesso com acesso à internet. Isso em um país que é sedento de inovação. Então há muitas oportunidades nessa direção”,  explica Jader Felipe Correia, gerente de Risk Advisory da Deloitte.

Neste sentido, segundo a Deloitte é importante as iniciativas governamentais de Sandbox, que criam um ambiente regulado de testes proporcionando o desenvolvimento de novas soluções financeiras que podem impactar profundamente o sistema financeiro.

“Com o sandbox, você tem um ambiente controlado, onde pode testar, corrigir e refinar seu serviço ou produto. O entendimento sobre como ele vai funcionar, o que fazer em caso de desvios, a quem recorrer, fica mais claro nessa fase”, explica Rodrigo Mendes Duarte, sócio-líder de Risk Advisory na Indústria Financeira da Deloitte. “Uma vez obtida a aprovação do regulador, não haverá limites para crescer”.

O estudo Payment Trends 2020, da Deloitte, aponta quais são as tendências desse setor para o futuro próximo. “Identificamos cinco tendências que trazem desafios e oportunidades ao ecossistema de pagamentos. O setor fará apostas grandes, tanto na direção da criação de parcerias e plataformas específicas, bem como na atuação do ecossistema de pagamentos de forma mais ampla”, afirma Sergio Biagini, líder da Indústria de Serviços Financeiros da Deloitte.

Entre as tendências apontadas pelo estudo estão a competição entre plataformas de pagamento fechadas e abertas, melhorias na gestão do fluxo de dinheiro (como aprimorar a rastreabilidade em pagamentos internacionais) e a habilidade de criar e reter talentos profissionais para seguir à frente no mercado. Em meio a esse cenário de grandes tendências, o estudo lembra que é importante as empresas manterem o foco em aspectos que seguem sendo fundamentais para prosperar, tais como: experiências criativas e preços competitivos, conformidade com normas e regulamentos, simplificação de processos e melhor engajamento dos clientes

A Deloitte destaca ainda que a iniciativa precisa promover inovação tecnológica, que leve a ganhos de eficiência, alcance, aumento da segurança e redução de custos. Ferramentas como inteligência artificial, blockchain, biometria e compartilhamento de dados via cloud ou nuvem permitem ampliar o público que usará o serviço, executar transações com mais segurança e viabilizar parcerias que trazem inovações para o setor financeiro.

Como noticiou o Cointelegraph, a Comissão de Valores Mobiliários, (CVM), destacou que o lançamento das diretrizes do sandbox regulatório, bem como sua execução é uma das prioridades da autarquia para 2020.

“Tecnologia e inovação fazem parte do dia a dia do mercado e, claro, de grupos de trabalho e frentes de atuação da CVM. A criação de ambiente regulatório experimental, conhecido como sandbox regulatório, é fundamental para estimular, ainda mais, a adoção de modelos alternativos com foco no uso de potenciais tecnologias, que podem trazer grandes benefícios ao setor, especialmente na redução de custos aos regulados e demais participantes”, comentou Antonio Berwanger, Superintendente de Desenvolvimento de Mercado (SDM) da CVM.

Anunciado no ano passado o Sandbox regulatório da CVM funciona como um ambiente de testes no qual a autarquia pode permitir que fintechs e outras companhias possam emtir tokens ou criptomoedas, dentro deste sistema regulado.

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