Com a estreia nos cinemas marcada para 28 de abril, o longa brasileiro “Detetives do Prédio Azul 3 — Uma Aventura no Fim do Mundo” está lançando NFTs atrelados a itens utilizados pelos atores mirins durante as filmagens e a experiências exclusivas em sessões fechadas de pré-lançamento do filme.
Os tokens não fungíveis do D.P.A. estão sendo vendidos na modalidade de leilão no marketplace brasileiro de NFTs NFTexp. Além do certificado digital de propriedade representado pelos NFTs, os compradores terão direito a levar para casa peças do figurino dos personagens de uma das franquias infantis de maior sucesso do cinema brasileiro.
A iniciativa marca a inserção do cinema brasileiro na criação de produtos e experiências em NFTs. Realizações como esta, potencializada pela parceria entre a franquia D.P.A. e a NFTexp, já se tornaram uma tendência nos EUA, conforme destacou André Fraccaroli, fundador da plataforma, no comunicado oficial à imprensa divulgado nesta quarta-feira:
"A NFTexp chega para oferecer experiências diferenciadas de alto valor agregado que não estão disponíveis no mercado, unir o mundo online com o mundo offline e trazer práticas globais para o mercado brasileiro”.
Para participar, os interessados devem fazer suas ofertas através do site do NFTexp até às 13h do dia 8 de abril. Os lances mínimos começam em R$ 2.000.
A NFTexp também está oferecndo NFTs vinculados a sessões de pré-estreia do D.P.A.3. Com lance mínimo de R$ 1.000, estes NFTs dão direito a quatro ingressos para uma das quatro sessões exclusivas de pré-estreia que acontecerão em São Paulo, em 10 de abril. Os NFTs ainda dão direito a um encontro com o elenco do filme e a presentes especiais com a marca do D.P.A.
A renda obtida através do leilão será integralmente destinada à SAS Brasil, uma startup social do setor de saúde que, desde 2013, atua de forma itinerante em municípios carentes de médicos especialistas, oferecendo consultas gratuitas à população.
“Detetives do Prédio Azul 3 — Uma Aventura no Fim do Mundo” é uma produção da Paris Filmes em coprodução com o Gloob e a Globo Filmes, dirigida por Mauro Lima.
Novo filme do diretor cult Kevin Smith será lançado em NFTs colecionáveis
Também nesta quarta-feira, o diretor de clássicos do cinema independente norte-americano, Kevin Smith, anunciou o lançamento de uma coleção de NFTs do seu novo filme, informou o Coindesk.
Os colecionávieis de "KillRoy Was Here" serão disponibilizados através da Secret Network, a mesma rede que hospedou o lançamento dos controversos NFTs de Pulp Fiction. Além de promoções atreladas ao próprio filme e o acesso ao seu conteúdo na íntegra, os NFTs devem incluir extras, como cenas cortadas e instantâneos dos bastidores da produção, acessíveis apenas para os detentores dos tokens.
Ao todo, a coleção terá 5.555 NFTs criados em arte generativa a partir da imagem do personagem principal do filme. O plano de Smith é que os detentores dos NFTS utilizem seus tokens para criar conteúdo autoral. As produções mais originais podem vir a se tornar desdobramentos do filme original, resultando até mesmo em seu aproveitamento em uma possível sequência da obra.
Em uma declaração à reportagem do Coindesk, Smith comparou a ascensão dos NFTs ao surgimento do Youtube em termos de liberação de potencial criativo aos produtores de conteúdo. O diretor de clássicos do cinema independente como "Procura-se Amy" e "O Balconista" afirmou ainda que seu "sonho é que 'KillRoy' se torne uma franquia dentro do universo das criptomoedas e dos NFTs, sem nunca ter que sair da blockchain”. No entanto, há planos de distribuir o filme de um modo mais convencional visando o público das salas de cinema e plataformas de streaming.
A Secret Network tem um modelo único de exploração de obras cinematográficas através da tecnologia blockchain. Ao contrário daquilo que vem se tornando um padrão da indústria, de utilizar os tokens não fungíveis como um tíquete de acesso a produtos e experiências, a Secret Network incorpora o conteúdo dos filmes ao próprio NFT.
Conforme noticiou o Cointelegraph Brasil, até mesmo a produtora do multipremiado diretor Francis Ford Coppola está apostando na integração entre o universo das criptomoedas e a produção cinematográfica, através da criação uma divisão especial intitulada Decentralized Pictures.
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