Bloomberg: principais traders de criptomoedas se reúnem para estabelecer lista negra da indústria

Um grande grupo de traders de criptomoedas está considerando a ideia de criar uma lista negra de contrapartes envolvidas em atividades ilegais na indústria das criptomoedas, informou a Bloomberg nesta quarta-feira, 8 de maio.

Em uma reunião em Chicago na terça-feira, um grupo de traders de 35 empresas de ativos digitais, incluindo players do setor, como a empresa de negociação criptos DRW Holdings Inc.’s Cumberland, a Galaxy Digital Holdings de Mike Novogratz e a startup de tecnologia Ripple, propuseram criar uma lista negra para partes que renegaram os negócios e se engajaram em atividades duvidosas.

Alguns traders sugeriram criar um credenciamento para empresas, conforme aprovado pela associação de empresas relacionadas às criptomoedas conhecida como Crypto OTC Roundtable Asia (CORA). A Darius Sit, uma parceira administrativa da firma de negociação de criptos QCP Capital, baseada em Singapura, argumentou que:

“Um esforço de toda a comunidade para melhorar os padrões de conformidade evitariam responsabilidades que poderiam resultar da negociação com agentes ruins ou revendedores que negociam com maus atores. Uma iniciativa de autogovernança como essa também é algo que os reguladores estão ansiosos para ver.’’

A reunião foi realizada no mesmo dia em que a principal exchange de criptomoedas, a Binance, sofreu com uma grande falha de segurança em que hackers conseguiram retirar 7.000 Bitcoins (BTC) no valor de US$ 40.705.000. Em uma carta no site da Binance, o CEO Changpeng Zhao afirmou que os Bitcoins foram retirados de suas carteiras, que contêm apenas 2% do total de Bitcoins da exchange.

No final de abril, Jonathan Levin, COO da startup de análises blockchain Chainalysis, afirmou que pelo menos 95% dos crimes com criptomoedas investigados pela lei envolvem o Bitcoin. Levin, no entanto, observou que a transparência das criptomoedas está ajudando os representantes da lei a construir soluções contra suspeitos mais rapidamente do que nas finanças tradicionais, já que os investigadores não precisam depender da obtenção de registros de bancos estrangeiros.