A custodiante de criptomoedas BitGo nesta quinta-feira (7) que a startup sediada nos EUA seja responsável pela segurança das criptomoedas do JanBank, que se apresenta como banco digital focado na negociação de criptoativos.

O nome da BitGo constava em uma publicação do Valor como empresa parceira da plataforma recém-lançada por Assiria Seixas Lemos e o casal de filhos gêmeos, Joshua e Celeste Arantes do Nascimento, que a cantora gospel teve antes de se separar do ídolo do Santos e da Seleção Brasileira, Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, morto no final de dezembro do ano passado.

“Não há qualquer registro da empresa com esse nome ou de qualquer outro cliente com os nomes dos executivos citados na matéria na base de clientes da BitGo”, informou a BitGo em nota ao Cointelegraph Brasil.

Além de Assiria e dos filhos dela com Pelé, o JanBank tem em seu quadro societário os empresários Vitor Hugo Zitnick e Regis Renzi. De acordo com a publicação, o pastor e amigo de Pelé Charlstron Soares também faz parte do projeto, embora não tenha ficado claro se ele integra ou não o quadro societário do JanBank, que promete reverter 10% de sua renda passiva em ações sociais. 

Segundo a publicação, o JanBank será focado em negociação de criptomoedas e pagamentos através da conversão instantânea de saldos em cripto para o real. Integrado ao Pix, o aplicativo suportará o Bitcoin (BTC) e oito altcoins no começo de sua operação: Ethereum (ETH), a stablecoin pareada ao dólar americano Tether (USDT), Bitcoin Cash (BCH), Litecoin (LTC), Dash (DASH), Polygon (MATIC), Dogecoin (DOGE) e Cardano (ADA).

O JanBank, informou a reportagem, permitirá integração com carteiras digitais externas e permitirá que o saldo dos clientes no aplicativo, em reais e criptomoedas, seja usado como garantia para compras pelo cartão de crédito pré-pago da Mastercard, também com conversão instantânea para liquidações em estabelecimentos que não aceitam criptomoedas como forma de pagamento.

Vitor Hugo, que é chefe de compliance do JanBank e CEO do Isbank, que pertence ao mesmo grupo financeiro, disse que a ideia da plataforma é facilitar os pagamento no Brasil e no exterior através da integração entre criptomoedas, Pix e cartão, já que ele é internacional. Já o CEO do JanBank, Regis Renzi, acrescentou que a fintech está em fase de obtenção de licença de instituição financeira e de pagamentos junto ao Banco Central (BC).

Renzi acrescentou que, enquanto o BC não libera a chancela, o JanBank usará os serviços de uma instituição financeira parceira para se conectar com a Rede Financeira Nacional (RSFN) e afirmou ao Valor que a custódia das criptomoedas ficaria a cargo da BitGo, supostamente armazenadas em carteiras frias (de hardwares e sem conexão com a internet) e guardadas em um cofre. 

Assiria, por sua vez, destacou o aspecto social e democratização de acesso do JanBank, disse que os recursos podem ajudar escolas, lares de idosos, creches, além de outras instituições, e acrescentou que o projeto representa uma oportunidade para os filhos continuarem o legado de Pelé em obras sociais.

O Cointelegraph Brasil se encontra disponível a eventuais considerações das partes citadas nessa publicação.

Quem também entrou no campo das negociações em criptomoedas esta semana foi o Itaú, que passou a disponibilizar compara e venda de Bitcoin e Ethereum por meio do aplicativo íon, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.