Escritório de advocacia que alega ter defendido Bitcoin Banco diz que não recebeu e processa empresa em R$ 1,7 milhão

O escritório de advocacia Nelson Wilian, que alega ter feito a defesa do Grupo Bitcoin Banco em processos judiciais, afirma não ter recebido os honorários referentes aos serviços prestados e abriu um processo em que pede mais de R$ 1,7 milhão, segundo informou em 18 de julho o Portal do Bitcoin. Em nota o GBB disse que "O escritório não defendia o GBB".

O valor total da ação estaria fixado, segundo a reportagem, em exatos R$ 1,78 milhão, e o contrato com o escritório teria sido assinado em 12 de junho e "requisitava a atuação direta do presidente do escritório contratado 'com o fim de dar entrevistas e apresentar pessoalmente a Contratante juridicamente perante a grande mídia por 6 (seis) meses, com assessoria consultiva quanto ao posicionamento de imagem do grupo Bitcoin Banco”.

O escritório, porém, alega que teria atuado em favor do GBB mas não teria recebido o valor acordado entre as partes e pede que, caso o pagamento não seja efetuado, a penhora de 2 mil telefones celulares iPhone 8, que supostamente estariam à venda na loja Get4Bit, que pertence ao GBB, e poderiam ser comprados por pessoas que aguardam saques na platafoma.

O Cointelegraph entrou em contato com o Bitcoin Banco, que informou que o escritório não defendia o GBB e que "não comenta contratos com prestadoras de serviço".

Como reportou o Cointelegraph, o empresário Cláudio Oliveira, controlador do Grupo Bitcoin Banco, adquiriu um banco digital que começará a funcionar no dia 5 de agosto. O Audax Bank, como é chamado a instituição, não é parte do Grupo Bitcoin Banco, apesar de ter agora ambos terem o mesmo controlador.