Associado a investimentos de risco, o mercado de criptomoedas caminhava de lado e se apresentava pouco atrativo a grandes investidores na manhã desta quarta-feira (12) ao movimentar pouco mais de US$ 923 bilhões e avançar 0,35% nas últimas 24 horas, pelo que apresentava o monitoramento do CoinMarketCap. O Bitcoin (BTC) era precificado em torno de US$ 19,1 mil com ligeiro recuo (-0,16%) e dominância de mercado 39,7%, percentual 0,1% menor do que o dia anterior. 

A clara pressão sobre o mercado de criptomoedas continuava refletindo as perspectivas pessimistas da economia global. Entre elas as previsões de “águas turbulentas” feitas na última terça pelo diretor do Departamento de Pesquisas do Fundo Monetário Internacional (FMI), Pierre-Olivier Gourinchas, durante a entrevista de lançamento do World Economic Outlook (WEO), ocasião em que ele frisou o prolongamento da crise energética na Europa em meio à guerra entre a Rússia e a Ucrânia, além de recomendar a continuidade dos arrochos monetários por parte dos bancos centrais. 

O mapeamento do mercado cripto também revelava que uma parcela maior de investidores preferiu manter suas posições nas stablecoins lastreadas no dólar americano, já que o índice DXY, que mede o desempenho da moeda em relação a uma cesta de divisas consideradas fortes, zerou as perdas dos últimos dias e passou a operar no terreno positivo. Tanto que o volume de transações envolvendo as principais stabecoins recuou em percentuais entre -9% e -11%.

O aumento do apelo dos investidores sobre as stablecoins lastreadas no dólar aconteceu na esteira do anúncio do Banco da Inglaterra (BoE), de encerramento do programa de compra de títulos públicos (gilts), e do Índice dos Gerentes de Compras (PMI) nada otimista divulgado pela China, que apontou para a queda de consumo do principal importador de petróleo do mundo e pressionou para o recuo da cotação da commodity.

Mas, o principal sinalizador para o mercado de criptomoedas é esperado para esta quarta e quinta-feira, quando será divulgada a ata da última reunião do comitê de política monetária dos EUA, o Fomc,  e os dados de setembro da inflação ao consumidor (CPI), respectivamente. O que, por sua vez, deverá sacramentar a previsão dos analistas em relação a uma nova alta na taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, em novembro. 

A maioria das principais altcoins por capitalização de mercado, com exceção das stablecoins, operava em queda de até 2%, embora o Ether (ETH) apresentasse ligeiro avanço, de 0,64%, ao ser negociado por US$ 1.295. Já as altas de dois dígitos continuavam apontando para a relativa migração de parte dos investidores para alguns projetos. Por exemplo, o HT, token da exchange Huobi, era negociado a US$ 6,23 (+16,6%), o AMP era transacionado pouco abaixo de US$ 0,0054 (+12,7%).

Um dos destaques era o SOLO, token do ecossistema que engloba a exchange descentralizada (DEX) Sologenic, que funciona como uma stablecoin de ativos do mundo real em que “os usuários podem negociar esses ativos tokenizados contra SOLO ou XRP.” O SOLO era negociado em torno de US$ 0,40 e registrava alta de 52%. 

Gráfico diário do par SOLO/USD. Fonte: CoinMarketCap

Pelo que é possível perceber por meio de uma publicação do projeto no Twitter, o marketplace de tokens não fungíveis (NFTs) do ecossistema passou por uma reformulação  do padrão dos criptoativos cunhados na plataforma ao publicar a migração de NFTs XLS14/SOLO para o novo padrão (XRPL). 

Na última terça, uma Criptomoeda recém-listada em exchanges acumulou alta de 200% em 7 dias enquanto o Bitcoin perdia força com baixa liquidez nos EUA, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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