Câmara pode promover debate entre Rocelo Lopes e outros famosos do mundo cripto contra bancos

Um requerimento protocolado na Câmara dos Deputados pode ocasionar um dos debates mais esperados pela comunidade cripto/blockchain no Brasil ao colocar de um lado, representantes do mercado de Bitcoin e, de outro, Bancos tradicionais que vem encerrando conta de exchanges de criptomoedas. O pedido foi encaminhado no dia 12 de setembro pelo Deputado Federal Aureo Riberio (SD-RJ).

Entre os representantes do setor de criptomoedas e blockchain, Ribeiro convida um membro da Coinbr, empresa que integra o grupo Stratum, do empresário Rocelo Lopes, amplamente conhecido no Brasil e na América Latina por seu lema "Fork the Banks" e por sua posição totalmente 'avessa' aos bancos tradicionais.

"Notícias demonstram uma verdadeira batalha entre as corretoras e os bancos, tanto públicos quanto privados. A discussão é tamanha que já tomou os tribunais, com várias ações das intermediárias contra as instituições financeiras", afirma a justificativa do requerimento do deputado.

As empresa do grupo Stratum também já tiveram problemas com encerramento de contas-correntes e em seminários, congressos e eventos, Lopes mantém sua posição 'contrária' a atitude dos bancos e manifesta publicamente sua aversão pela forma como estas instituições tratam seus clientes. 

O empresário inclusive já teria dito que gostaria de uma oportunidade para falar sobre o caso diretamente com os reguladores e com os bancos sobre a conduta 'errada' destas instituições.

Além de um representante da CoinBr, o deputado deseja convidar um representante do Banco Central do Brasil; da Policia Federal; do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF); do Banco do Brasil; do Banco Bradesco;  do Banco Itaú; do Banco Santander; da corretora de criptomoedas FoxBit; e da corretora de criptomoedas Mercado Bitcoin.

O requerimento ainda precisa ser aprovado pela Comissão Especial que avalia o PL 2303/2015, de autorida do próprio Aureo Ribeiro. Caso seja aprovado é provável que a Audiência ocorra em 25 de setembro ou após esta data.

"Os bancos afirmam não ser possível identificar a origem do dinheiro nas transações com moedas virtuais, o que pode estar relacionado com crime de lavagem de dinheiro. Mesmo sem comprovar o possível cometimento de algum ilícito penal por parte das corretoras, os bancos seguem fechando as contas. O mero indício já é motivo para concretizar o encerramento. Para se ter uma ideia, o Santander alegou desinteresse comercial para encerrar a conta da Mercado Bitcoin, porém, o Jornal Folha de São Paulo apurou que o banco receia que parte do dinheiro seja de origem ilícita", afirma o requefimento.

Como noticiou o Cointelegraph, em um caso envolvendo exchanges de criptoativos, em busca de ativos virtuais pertencentes a suposta pirâmide financeira Miner o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo acinou as empresas Mercado Bitcoin, Atlas Quantum, Bitcoin Trade e Foxbit.