Com os olhares dos investidores voltados para a reunião do comitê de política monetária (Fomc) do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, e possíveis sinais através do discurso do presidente da instituição, Jerome Powell, o homem que pode fazer as criptomoedas dispararem esta semana em razão de um esperado afrouxamento do aumento na taxa de juros a partir de dezembro, o Bitcoin (BTC) caminhava relativamente de lado na manhã desta terça-feira (1º) ao ser trocado de mãos por volta de US$ 20,6 mil, em baixa de 0,6% e 38,6% de dominância de mercado, cuja capitalização se encontrava estável em US$ 1,03 trilhão. 

Na esteira da redução, pelo menos momentânea, da correlação entre o mercado de ações e o de criptomoedas, as altcoins, que acompanharam o rali do Bitcoin nos últimos dias, também conseguiam manter boa parte dos ganhos semanais, apesar de algumas operarem em queda. 

O ETH era trocado de mãos por US$ 1.605 (-0,8%), o XRP respondia por US$ 0,46 (+0,7%), o ADA era negociado por US$ 0,41 (+0,5%), o SOL estava precificado em US$ 33,32 (-2,2%), o MATIC estava nivelado em US$ 0,90 (-2,2%), o DOT era transacionado por US$ 6,69 (-1,4%) e o SHIB estava avaliado em US$ 0,000013 (+6,04%).

O DOGE, memecoin usada como token de pagamentos considerada “queridinha do bilionário Elon Musk”, continuava se destacando ao ser  cotado em quase US$ 0,15 (+21%), valor que representava uma alta acumulada de 149% nos últimos sete dias. Como se não bastasse a associação natural que o mercado faz entre o magnata e a memecoin, a informação de que o novo dono do Twitter iria promover o interfaceamento da plataforma de rede social com uma carteira digital também pode ter favorecido a alta do DOGE nos últimos dias.

Em queda diária de 13%, o DC, token da Dogechain, uma solução de camada 2 criada por entusiastas do DOGE com objetivo de aumentar os casos de uso da memecoin, era negociado por US$ 0,0023. Apesar de não ter relação direta com o bilionário, tampouco com a memecoin, o DC possivelmente conseguiu aproveitar o hype da carteira de Elon Musk ao acumular uma alta de 469% na última semana.

Quem também pode ter conseguido “tirar uma casquinha” da proximidade de Elon Musk com as criptomoedas foi o RARI, utility token (token de utilidade) que também é usado para governança do marketplace de tokens não fungíveis (NFTs) Rarible. O RARI era negociado por US$ 3,84 e acumulava uma alta diária de 64%.

Gráfico diário do par RARI/USD. Fonte: CoinMarketCap

Pelo gráfico, é possível perceber que a ascensão do preço do token começou no início da tarde de segunda (31), chegando a um pico de pouco mais de US$ 4,18 durante a madrugada, quando acumulava uma alta de 95,3%. A movimentação do RARI coincidiu com uma publicação da equipe do projeto no Twitter convidando sua comunidade para o “GM Weekly”, que é uma newsletter semanal sobre o mundo cripto, edição que abordou a aquisição do Twitter por Musk e um programa de recompensas em RARI.

O que também serviu para atiçar diversos membros da comunidade por meio de comentários que especulavam uma possível integração da Rarible ao Twitter, pelo que se percebia pelos comentários.

Ouriçados também estão os clientes da Rental Coins, empresa que se apresentava como exchange de criptomoedas, que teria lesado cerca de 15 mil pessoas em um total de  cerca de R$ 4 bilhões em um suposto esquema de pirâmide envolvendo criptomoedas. Mas, o suposto cabeça do esquema, o “Sheik dos Bitcoins”, culpou o Bitcoin pelo calote e disse que não tem dinheiro para pagar os clientes, já que suas barras de ouro eram de latão, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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