O mercado de criptomoedas alcançava US$ 3,69 trilhões (+3,4%) em market cap na manhã desta quinta-feira (5), quando o Bitcoin (BTC) era trocado de mãos em torno de US$ 102,8 mi (+6,1%), após um pico de cerca de US$ 103,6 mil. O benchmark atingia 55,1% de dominância de mercado com as principais altcoins avançadas em até 173% e o sentimento dos investidores na região de ganância extrema (85%).

A nova máxima histórica do Bitcoin acontecia na esteira do aumento do volume de negociações de criptomoedas a US$ 358,1 bilhões (+22,8%) e do recuo do índice altseason a 85%. O percentual, embora alto, recuava em relação ao dia anterior e apontava para um fluxo de capital maior em direção ao Bitcoin.

A explosão do BTC aconteceu depois de o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trumpindicar o nome de Paul Atkins à presidência da SEC, a comissão de valores mobiliários daquele país. O ex-comissário da SEC é considerado um nome pró-cripto, já que o fundador da consultoria de gestão de riscos Patomak Global Partners é copresidente da Token Alliance, uma iniciativa da Câmara de Comércio Digital voltada ao fomento da indústria de criptomoedas.

No mercado acionário, S&P 500, Nasdaq e Dow Jones também se beneficiaram do “Trump Pump” e renovaram seus máximos históricos ao encerrarem em respectivos 6.086,49 (+0,61%), 19.735,12 (+1,30%) e 45.014,04 pontos (+0,69%). Desempenho que também sucedeu declarações do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, de que os resultados favoráveis recentes da economia permitem que a autoridade monetária seja criteriosa em relação ao corte de juros.

O Cboe Volatility Index (VIX), o índice do medo, encontrava-se avançado a 13,45 pontos (+1,35%), porém distante dos 38,57 pontos alcançados no início de agosto com a elevação da tensão da guerra no Oriente Médio. Já os fundos negociados em bolsa (ETFs) estadunidenses baseados em negociação à vista (spot) de Bitcoin e de Ethereum (ETH) registraram respectivas entradas líquidas de US$ 556,82 milhões e de US$ 4,85 milhões, segundo dados da plataforma SoSoValue. 

Entre as principais altcoins em capitalização de mercado, o TRX recuava a US$ 0,33 (-13,7%), o FLR se retraía a US$ 0,032 (-10,3%), o IOTA retornava a US$ 0,49 (-9,5%), o MKR  valia US$ 2.178,02 (-9,4%), o STX avançava a US$ 2,90 (+9,9%), o MANA pareava US$ 0,77 (+8,3%), o ENA representava US$ 0,96 (+8%), o GALA se convertia em US$ 0,058 (+7,3%) e o DOGE estava precificado em US$ 0,44 (+6,5%).

Quanto às altas de dois a três dígitos percentuais, o JASMY era negociado por US$ 0,051 (+28%), o AERO se nivelava por US$ 1,88 (+14,9%), o CTC orbitava US$ 2,15 (+36,3%), o SAFE era comprado por US$ 1,57 (+15,9%), o 0X0 valia US$ 0,42 (+43,3%), o GIGA estava cotado a US$ 0,059 (+41,7%), o WILD era transferido por US$ 0,68 (+55%), o LUMIA se equiparava a US$ 2,29 (+32,4%), o SWFTC se comparava a US$ 0,011 (+60%) e o FUL orbitava US$ 0,016 (+173%).

Entre as novas listagens em exchanges de criptomoedas estavam GOATS, XION e OM na Bitget, XION na CoinEx e Bybit, SUNDOG, NEIRO e MORPHO na Bithumb, F e GIGA na Kucoin, GOATS, YELPE, EMT e NRS na BitMart, GOATS na Phemex e OP, SEI e ARB na Bitstamp.

No dia anterior, as altcoins acumularam alta semanal de até 440% com explosão do índice altseason e limitação do Bitcoin, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.