Frio e com chuvas e trovoadas: assim podia ser sintetizado o mercado de criptomoedas, se comparado ao que se apresentou como um rali de alívio na última semana, quando o Bitcoin (BTC) chegou a orbitar os US$ 21,5 mil, cotação 9% superior ao que era registrado pelo monitoramento do CoinMarketCap na manhã desta terça (8), quando a criptomoeda era negociada por volta de US$ 19,7 mil (-5%) e respondia por 38,6% de dominância de mercado.
Movimentando US$ 981 bilhões (-4,63%), o mercado de criptomoedas parecia refletir as incertezas político-econômicas que permeiam a comunidade internacional, além das eleições legislativas e para governadores nos EUA, que poderão mudar o eixo do poder na maior potência do planeta. Além disso, o mercado cripto sentiu o clima nada ameno entre Changpeng Zhao (CZ) e Sam Bankman-Fried, respectivamente donos das exchanges de criptomoedas Binance e FTX. Tanto que a "corrida bancária" da FTX drenava reservas de Bitcoin da exchange e o preço do BTC atingia mínimas de duas semanas.
No plano macroeconômico, uma pesquisa apresentada na última segunda durante o Fórum Econômico Mundial (WEF), realizada em parceria com a Zurich Insurance Group, mostrou que o medo internacional com a inflação superou o temor com riscos ambientais. O que deverá levar o mundo a uma recessão em razão da demora dos bancos centrais em conter a alta dos preços.
Em relação aos seus problemas domésticos, os investidores de criptomoedas sentiram os efeitos originados a partir dos resultados do segundo trimestre da Alameda Research, empresa irmã da FTX. Isso porque o documento revelou que 33% do patrimônio da Alameda é composto pelo FTT, token emitido pela FTX, o que provocou reação de CZ, que informou que a Binance irá liquidar seu saldo em FTT, despejo que provocou queda acentuada do token, negociado por US$ 17,33 e em queda de 21,39%.
Negociado a US$ 28,41 (-10%), o SOL também potencializava as baixas das principais altcoins do mercado em razão de o relatório revelar que o patrimônio da Alameda também ser composto por US$ 1,2 bilhão de tokens da rede Solana. Entre outras retrações, o ETH era precificado a US$ 1.484 (-5,94%), o BNB respondia por US$ 328 (-1,26%), o XRP estava nivelado em US$ 0,44 (-6,62%), o MATIC era comprado por US$ 1,17 (-2,44%), e o AVAX estava precificado em US$ US$ 16,69 (-9%).
O monitoramento apontava diversas altcoin em alta, entre elas o LINK, avaliado em US$ 8,83 (+7%), o REEF, precificado em US$ 0,0060 (+20%), o ASTR, estabelecido próximo a US$ 0,0049 (+7%), o CBG, cotado a US$ 2,68 (+18%), o XCAD, estimado em US$ 2,35 (+17%), e o LAZIO, transacionado a US$ 7,46 (+13,75%).
Chamava a atenção nas últimas horas o gráfico do MCT, avaliado em torno de US$ 0,88 (+50%), valor que apresentava um recuo em relação a um pico que elevou o preço do token em 130% entre o final da noite de segunda e o início da madrugada de terça.
Gráfico diário do par MCT/USD. Fonte: CoinMarketCap
Apesar de muitos comentários da comunidade em torno do projeto, que se apresenta como um jogo blockchain “em grupo que imita o Rarity” e que “no futuro fará um fork (bifurcação)” para o metaverso, não era possível identificar um motivo pontual que pudesse justificar a explosão de preço do MCT.
Na última segunda, uma criptomoeda disparava 229% com sorteio de dinheiro e a comunidade “hodlando” para lucrar dez vezes mais enquanto o Bitcoin recuava, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.
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