O preço do Bitcoin atingiu um novo recorde nesta sexta, 19, e passou de R$ 300 mil reais e seu valor de mercado passou de R$ 5 trilhões, superando todas as empresas brasileiras listadas na Bovespa.

Já na sua cotação em dólares o criptoativo superou a marca de US$ 54 mil, um novo recorde histórico.

A alta no preço da criptomoeda tem sido impulsionada por investidores institucionais que têm alocado grande capital no criptoativo como é o caso da Tesla que recentemente investiu cerca de US$ 1,5 bilhão na aquisição de bitcoins.

A criptomoeda já subiu mais de 60% em 2021 e mais de 1.100% desde março do ano passado.

Fonte: Cointrademonitor

Este movimento é visto por especialistas brasileiros como propulsor de um ciclo de alta que pode levar o valor da criptomoeda acima de US$ 100 mil.

"A alta histórica do Bitcoin é um reflexo de diversos movimentos que estão ocorrendo simultaneamente no mercado. O primeiro fato é que Elon Musk, um dos homens mais ricos do mundo, comprou bilhões de dólares utilizando o caixa da Tesla e está fazendo propaganda gratuita ao Bitcoin. O segundo é que fundos de investimento como a Grayscale estão comprando bilhões de dólares em Bitcoin e até o banco mais antigo dos EUA, BNY Mellon, anunciou que vai começar a custodiar criptoativos. Além disso, com a pandemia do coronavírus, bancos centrais estão imprimindo dinheiro como nunca antes, desvalorizando as moedas fiduciárias em relação ao Bitcoin, que possui sua emissão controlada", destaca o CEO da Brasil Bitcoin, Marco Vinicius Castellari.

Foguete não tem ré

Para Vinicius Frias, CEO do Alter, a alta no preço do Bitcoin é um marco significativo e a tendência é que a valorização continue.

“Na história do Bitcoin, ficará marcado como um marco da entradas dos institucionais posicionados no ativo, como Grayscale (fundo de criptoativos), MicroStrategy, Tesla e outros”

Assim, para ele o Bitcoin o próximo grande alvo será os US$ 100 mil.

”Durante anos os evangelizadores e o varejo foram os responsáveis por trazer o bitcoin até o patamar atual. O ecossistema hoje é muito mais maduro, era algo natural de acontecer” completa o CEO.

Já para Ricardo Dantas, COCEO da Foxbit, cada ATH (all time high) é uma grande vitória para o mundo das criptomoedas.

“Isso mostra toda mudança do mundo financeiro que ainda está por vir. A tendência é de subir ainda mais esse ano, mas acreditamos que o Ether ainda não começou o movimento de subida que o Bitcoin já está”.

Ricardo completa e diz que esse aumento aconteceu por consequência do Halving em 2020.

“As boas notícias dos grandes investidores e empresas têm acelerado bastante esse processo. Dessa vez está bem diferente do que aconteceu em 2017/2018” finaliza.

Segundo Lucas Schoch, CEO da Bitfy, carteira multiuso e sem custódia de bitcoins, a ascensão da criptomoeda, impulsionada por grandes empresas como a Tesla e a Square, mostra que investidores estão visando ativos que não são afetados pela inflação, com objetivo de “reserva de valor”, como é o caso da Bitcoin.

“Todos os momentos em que o Bitcoin atinge sua máxima histórica, o que tem acontecido bastante ultimamente, fazem com que o Bitcoin e outras criptomoedas entrem em evidência. Acredito que ainda estamos longe do mainstream, mas que sem dúvidas nunca estivemos tão perto”, destaca. 

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