Golpista de Brasília que afirmava investir em Bitcoin é sequestrado por investidores que queriam BTC de volta

O suposto operador de pirâmides financeiras baseadas em Bitcoin e também acusado de praticar diversos golpes financeiros. Marlon Gonzalez Motta, 23 anos, foi sequestrado por dois empresários no dia 25 de agosto, conforme reportagem do portal Metrôpoles, publicada hoje 31 de agosto.

Motta, foi sequestrador quando deixava uma festa realizada na Associação dos Servidores da Câmara dos Deputados (Ascade), no Setor de Clubes Sul. Segundo a reportagem, dois empresários renderam o 'piramideiro' e o levaram para um cativeiro obrigando Motta a transferir R$ 152 mil em Bitcoin que supostamente corresponderia ao valor investido pelos empresários.

Segundo apuração da polícia, fingindo ser um megainvestidor, Marlon usa a lábia para convencer operadores financeiros a investirem grande quantidade de dinheiro por meio de Bitcoin e criptomoedas que seriam 'rentabilizadas' pelo suposto investidor.

Ainda segundo a reportagem, durante o percurso, Marlon recebeu coronhadas na cabeça e foi ameaçado de morte. Marlon atendeu a solicitação dos sequestradores e transferiu os valores para as contas indicadas e depois que confirmaram a transferência, os sequestradores obrigaram Marlon a trocar de roupa, pois a que usava estava suja de sangue

Ainda segundo a reportagem, com a roupa trocada, os sequestradores chamaram um Uber e levaram Marlon até a Asa Sul, em Brasília, onde abandonaram próximo a uma unidade de saúde particular. Assim que foi libertado, os seguranças de Marlon registraram a ocorrência na 10ª Delegacia de Polícia (Lago Sul), que repassou o caso para a DRS.

Os suspeitos do sequestro já foram identificados e presos pela polícia, mas devem responder o processo em liberdade. A polícia não revelou os nomes deles para não atrapalhar as investigações. Já Marlon Gonzalez responde a cinco inquéritos por diversos crimes.

Como reportou o Cointelegraph, recentemente, em outro caso de pirâmide financeira, a Polícia Civil do Sergipe, por meio da Delegacia de Defraudações e Crimes Cibernéticos deflagrou a Operação Krypton que prendeu Maurício Henrique dos Santos, acusado de aplicar golpes por meio de uma suposta pirâmide financeira que afirmava investir em Bitcoins criptomoedas

Além de Santos, outras duas pessoas foram identificados como integrantes do esquema no entanto, dois ainda estão foragidos segundo a Polícia. O prejuízo estimado é de cerca de R$ 17 milhões e abrange vítimas em Sergipe e outros estados, segundo a publicação.